William Rodrigues Peixoto conta com mais de 1 milhão de curtidas nas redes sociaisReprodução
Publicado 19/10/2023 20:00 | Atualizado 20/10/2023 16:57
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Rio - Um influenciador digital foi preso por ameaça, na tarde desta quinta-feira (19), ao se passar por policial militar em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. William Rodrigues Peixoto, de 38 anos, produz vídeos nas redes sociais onde se passa por um agente que está trabalhando como motorista de aplicativo, no intuito de assustar os passageiros.
No momento da abordagem, ele estava com farda da corporação e réplicas de armas. Os militares do 23º BPM (Maré) estavam em patrulhamento na Avenida Brigadeiro Lima quando foram acionados por um homem que alegou ter sido ameaçado por William. 
Ao localizar o suspeito, os agentes encontraram o suspeito e perceberam que ele estava com o fardamento de policial militar. Ele também carregava uma réplicas de fuzil e de pistola, colete à prova de balas, rádio e outros materiais.
William se apresentou como produtor de conteúdo, no qual se passa por um agente da corporação que atua como motorista de aplicativo. O suspeito foi conduzido à 59ª DP (Caxias), para onde o material apreendido foi encaminhado. De acordo com a PM, ele já possuí anotação criminal por lesão corporal.
Com o nome de Rodrigo Peixoto nas redes sociais, ele já conta com 470 mil seguidores na plataforma Instagram e mais de 1 milhão de curtidas no TikTok.
Em um dos seus vídeos, onde se apresenta como "Uber Presente", ele busca uma passageira em frente ao Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, que coloca a comunidade Vila Kennedy como destino. Ao perceber que o motorista está com a farda da PM, ela se desespera e pede para que o motorista pare o carro.
Em contato com o DIA, William alegou que não estava vestido com a farda no momento da abordagem e apenas manuseava as réplicas das armas no interior do carro. O influenciador acredita que alguém pode ter se sentido ameaçado ao ver a situação, entrando em contato com os PMs que estavam nas proximidades.
A Uber informou que o motorista está há quatro meses banido da plataforma e que ele não dirige mais pelo aplicativo. Leia a nota na íntegra:
"Apesar do nome da Uber ser usado pelo motorista em suas redes sociais, sabemos que popularmente o nome da empresa é usado como sinônimo para toda a categoria de aplicativos de mobilidade, bem como sinônimo da atividade de quem utiliza os apps para gerar renda. Por isso é fundamental verificar os dados para saber se o caso tem ou não relação com o aplicativo, e para que a empresa possa verificar o que ocorreu. No caso do motorista em questão, a empresa informa que a conta do motorista está banidada plataforma e ele não dirige mais há 4 meses pelo aplicativo."
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