Mangue da Estação de Tratamento de Esgoto do Caju recebe trabalho de reflorestamentoDivulgação / Águas do Rio
Publicado 16/03/2024 15:26
Rio - Há pouco mais de um ano e meio, 13,5 mil mudas da espécie “mangue-vermelho” estão sendo cultivadas para ocupar uma área de 1,3 hectare ao redor da estação de Estação de Tratamento de Esgoto Alegria, no Caju, Zona Portuária do Rio. O local fica às margens da Linha Vermelha, bem perto do Aeroporto Internacional Tom Jobim.
Nesta semana, o projeto da Águas do Rio de reflorestamento, em parceria com o biólogo Mário Moscatelli, saiu do papel com o plantio das mudas. Ao final do trabalho, 46 mil metros quadrados terão sido recuperados, e 36 mil m², ampliados. No total, entre a área recuperada e plantada, serão 8,2 hectares, o equivalente a oito campos do Maracanã.

De acordo com Moscatelli, o trabalho de revitalização na região, vista como um lixão a céu aberto, demonstra que, mesmo um ambiente agressivo, é possível recuperá-lo e gerar importantes nichos para várias espécies e animais nativos, desde que se tenha um olhar cuidadoso para o meio ambiente e investimento, o que vem sendo feito pela empresa. O plantio, inclusive, faz parte das ações da companhia para celebrar o Dia Mundial da Águas, em 22 de março.

"Hoje já percebemos que a vegetação tem condições ideais para se multiplicar. Com a limpeza feita no local, o manguezal está retomando sua vida. Ele consegue produzir as sementes que caem no solo e, com isso, gerar novas mudas. A fauna, que antes era imperceptível por conta de um tapete de lixo, também pode ser vista, já que retiramos cerca de 120 toneladas de resíduos das margens. Até uma família de capivaras apareceu recentemente para acompanhar nosso trabalho", brincou.

A atividade de plantio teve a contribuição de 30 funcionários que são membros do grupo de voluntariado da empresa. Caroline Lopes, gerente de Meio Ambiente da Águas do Rio, também falou sobre a iniciativa.
"O projeto contribui na aceleração da recuperação da Baía de Guanabara, valendo-se do conceito de adotar uma solução baseada na natureza, aliando a engenharia cinza com a engenharia verde. O mangue, além de fonte de sustento das famílias que vivem da pesca, é reconhecido como berçário da vida marinha.”
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