Fachada do Palácio Pedro Ernesto (Câmara dos Vereadores) na Cinelândia.Pedro Ivo/ Agência O Dia
Publicado 20/03/2024 12:47 | Atualizado 20/03/2024 18:43
Rio - A Câmara de Vereadores realizou, nesta terça-feira (19), a primeira discussão sobre a criação da primeira moeda social da cidade do Rio. Chamada de Carioquinha, a nova modalidade de pagamento proposta em Projeto de Lei (PL) deve atender às regiões consideradas de baixa renda, fortalecendo a economia popular e solidária do município. 
De acordo com a proposta, a Carioquinha funcionará com uma conta digital pré-paga, de uso restrito no município, em formato de aplicativo no telefone celular ou cartão magnético, operado pelo Banco Comunitário Popular, obedecendo a normativa do Banco Central do Brasil.
A circulação será restrita à cidade do Rio para estimular o consumo em empreendimentos locais, o que deve ampliar a integração e viabilizar o crédito, a produção, a comercialização e a capacitação da população local.
Com isso, o texto projeta que seja criado um mercado solidário e alternativo entre vendedores/prestadores de serviços e consumidores cariocas.
O PL é de autoria da própria Prefeitura do Rio, que usa como justificativa o exemplo da cidade de Maricá. O município da Região Metropolitana do Rio tem, desde 2012, a moeda Mumbuca gerida pelo banco comunitário de mesmo nome. Por lá, a moeda é o meio de pagamento de um benefício social equivalente a R$ 200 pago pela prefeitura a moradores de baixa renda, inscritos no CAD Único. 
"Diante da ampla adesão dos comerciantes locais e da população maricaense à moeda social, o Banco Mumbuca se tornou um grande ator econômico dentro do Município de Maricá e referência internacional de política pública eficiente", justifica o prefeito Eduardo Paes. 
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