Ferro-velho é demolido no Maracanã durante operação Divulgação
Publicado 20/02/2025 07:47 | Atualizado 20/02/2025 13:40
Rio - A Polícia Civil, com apoio da Secretaria de Ordem Pública (Seop), realizou nesta quinta-feira (20) uma operação contra um ferro-velho, que funcionava como depósito de sucatas, realizando compra e comercialização de materiais metálicos furtados de concessionárias de serviços públicos. No local, os agentes demoliram o estabelecimento, localizado na Rua São Francisco Xavier, no Maracanã, Zona Norte. Além disso, duas pessoas foram presas em flagrante.
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Ainda durante a ação, os agentes apreenderam cerca de 15 kg de cobre sem procedência, além de duas papeleiras da Comlurb e aproximadamente 200 cordões de crachá da Secretaria de Saúde.

Segundo investigações, os responsáveis praticavam a receptação de cabos de cobre, tampas de bueiro e hidrômetros, entre outros bens furtados. As equipes cumpriram ainda mandado de busca e apreensão no local. Em imagens é possível ver a demolição dos muros do estabelecimento.
O secretário de Ordem Pública (Seop) Breno Carnevale comentou a ação e revelou que o ferro-velho já foi alvo de operações anteriormente.
"Esse ferro-velho já sofreu fiscalizações anteriores da prefeitura, ocasião em que nós encontramos, além de cobre sem procedência, máquinas de exploração de jogo de azar e drogas ilícitas do tipo crack. E hoje, mais uma vez, essa operação resulta na apreensão de cobre sem procedência e também em duas papeleiras públicas da Comlurb. Além da fiscalização, a prefeitura também está fazendo a demolição dos muros que cercam esse ferro velho por estarem em área pública", explicou.
Carnevale reforçou que a operação conjunta serve para combater o furto de cabos e receptação desses materiais.
Esquema de compra e venda pela janela
No local, os agentes identificaram que entre o ferro-velho e o imóvel vizinho havia uma espécie de janela por onde eram passados materiais e dinheiro por meio de uma caçamba. O estabelecimento fica em uma área objeto de desapropriação, ao lado da entrada da favela do Metrô, uma extensão da comunidade da Mangueira, área sob influência do crime organizado.
Em nota, a Seop explicou que um relatório de inteligência feito recentemente apontou intensa movimentação na região durante a noite e madrugada. Nesse levantamento foi evidenciada a compra de cobre e uma grande concentração de usuários de drogas, especialmente à noite.
Ocupando cerca de 1.000 m2 de área pública, as construções foram executadas sem qualquer licença e funcionavam sem os devidos alvarás. Engenheiros da prefeitura estimam um prejuízo de aproximadamente R$ 1,5 milhão aos responsáveis.
De acordo com um levantamento da 20ª DP (Vila Isabel), criminosos cometeram 64 furtos de hidrômetros e 13 subtrações de cabos ao longo de 2024 na região. Também no ano passado, 18 autores foram presos em flagrante, a maioria dependentes químicos em situação de rua. A delegacia, assim como outras distritais e especializadas, realiza ações contínuas contra esses criminosos, mais de 70% deles reincidentes.

Ações anteriores da Seop

O estabelecimento já foi objeto de quatro operações da Seop, com apreensões de bens públicos, máquinas caça-níquel, 50 quilos de cobre, além de mais de 400 papelotes de crack e 30 de cocaína, chegando até mesmo a ser interditado.
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