Publicado 02/03/2025 13:44
Rio - A professora Monica Lima foi empossada como nova diretora do Arquivo Nacional, órgão central do Sistema de Gestão de Documentos e Arquivos (Siga) do governo federal, integrante da estrutura do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
PublicidadeA cerimônia de posse aconteceu no último dia 24, na sede do Arquivo Nacional, na Praça da República, no Centro. Na ocasião, Monica divulgou planos para a instituição. "Já teremos as primeiras ações de recolhimento no mês de março, a serem anunciadas dentro de um processo de fortalecimento do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil — Memórias Reveladas. Consideramos muito importante que esse centro recupere o que de melhor pode ter e possa alcançar uma dimensão ainda maior de reconhecimento e conhecimento sobre suas possibilidades", disse ela ao portal do governo federal.
No Instagram da ministra Esther Dweck, Monica destacou a importância do Arquivo. "É a principal instituição para guarda, preservação e divulgação dos documentos de diferentes tipos que nos possibilitam acessar informações sobre a história e memória desse país. Além disso, outra função fundamental é que no Arquivo Nacional que se formula políticas de gestão de documentos que servem para toda esfera federal e para instituições arquivísticas de memória do país", explicou.
A nova diretora-geral destacou ainda o compromisso com o fortalecimento do órgão e a importância do diálogo na nova gestão. "Tenho à frente um desafio e sei disso. Quero poder fazer muito pelo fortalecimento do Arquivo Nacional e sei que não estou sozinha nesse projeto. Precisamos exercitar a transparência, o diálogo e o reconhecimento."
Dweck também compartilhou uma reflexão no portal do governo federal. "A memória não pertence a um único segmento ou a uma única vertente: ela é plural, diversa, formada por múltiplas vozes e experiências. A memória de um país se constrói a partir da junção das grandes realizações, das pequenas lutas cotidianas, das figuras imortais e das histórias invisíveis. Acredito que a Mônica saberá construir esse valoroso projeto para o Arquivo Nacional", salientou.
Historiadora e professora
Dweck também compartilhou uma reflexão no portal do governo federal. "A memória não pertence a um único segmento ou a uma única vertente: ela é plural, diversa, formada por múltiplas vozes e experiências. A memória de um país se constrói a partir da junção das grandes realizações, das pequenas lutas cotidianas, das figuras imortais e das histórias invisíveis. Acredito que a Mônica saberá construir esse valoroso projeto para o Arquivo Nacional", salientou.
Historiadora e professora
A nova diretora é historiadora e atua na área da educação há cerca de 40 anos. Desde 2011, ela é professora do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordenou o Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA) e participou do grupo de pesquisadores que redigiu o dossiê para declaração do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial.
A historiadora também foi consultora do projeto de Museu do Território na Pequena África, iniciativa do Instituto de História e Cultura Afro-Brasileira (IHCAB).
Monica Lima é a trigésima diretora-geral do Arquivo Nacional – a sexta mulher a ocupar o posto. Como decorrência do cargo, ela também assumirá a presidência do Conselho Nacional de Arquivos.
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