
Publicado 22/03/2025 07:55
Rio - Com o compromisso de fortalecer a memória e a reparação histórica, a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), em Botafogo, na Zona Sul, e a Fundação Cultural Palmares (FCP) assinaram, na tarde desta quinta-feira (20), um Memorando de Entendimento que formaliza a parceria entre as instituições. O acordo estabelece diretrizes para o desenvolvimento de projetos e iniciativas voltadas à preservação do patrimônio histórico e à difusão da cultura brasileira em sua diversidade.
PublicidadePara João Jorge Rodrigues, presidente da Fundação Palmares, a parceria abre caminhos para recontar a história brasileira a partir das vozes que por muito tempo foram silenciadas. “A maioria de nós que foi à universidade, ou os que chegaram à universidade, não conseguiu capturar a África universitária. Ela é distante, ela é longe. E, muitas vezes, não nos reconhece como produtores de conhecimento. É preciso valorizar a oralidade, escrever, publicar. A literatura, a música e as artes negras precisam chegar ao povo.”
A parceria prevê ações estratégicas nas áreas de intercâmbio de informações e experiências, intercâmbio cultural, realização de eventos, capacitação profissional e desenvolvimento de projetos conjuntos. Entre as iniciativas programadas estão conferências, workshops, exposições, simpósios, além do compartilhamento de publicações e materiais bibliográficos. As instituições também atuarão em conjunto na divulgação de eventos culturais e na promoção do acesso à cultura.
O documento terá vigência de cinco anos, com possibilidade de renovação automática por igual período. Para garantir a efetivação das ações previstas, será criado um grupo de trabalho responsável por coordenar a implementação das iniciativas e monitorar o cumprimento das metas estabelecidas.
"As ações conjuntas com a Fundação Palmares reafirmam o compromisso da Casa de Rui Barbosa com a luta antirracista, honrando de forma permanente o legado abolicionista do nosso patrono. As iniciativas estruturadas no âmbito dessa parceria representam um passo significativo para a reparação histórica da cultura negra, garantindo seu espaço e sua difusão nos ambientes de pesquisa, literatura e artes – exatamente como sempre deveria ter sido", destacou Alexandre Santini, presidente da FCRB.
Vale ressaltar que ambos os órgãos são vinculados ao Ministério da Cultura.
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