Publicado 02/04/2025 14:45
Rio - O ambulante Douglas da Cruz Vieira, de 25 anos, desapareceu há 10 dias depois de subir o Morro do Vidigal, na Zona Sul. Segundo a família, criminosos sequestraram o jovem e o mantiveram de "castigo" em um quarto no topo da comunidade. Desde então, ele não foi mais visto. A Polícia Civil investiga o caso.
PublicidadeEm entrevista ao DIA, a mãe, Cristina Cruz, de 44 anos, disse que os amigos dele entraram em contato para avisar que ele não tinha ido trabalhar, no dia 23 de março. Douglas vende balas e outros produtos na Praia do Leblon, na Zona Sul. De acordo com relatos, o jovem foi visto subindo o Vidigal na companhia de um outro homem.
Ana disse que foi até o topo da comunidade, onde encontrou com suspeitos de envolvimento no sequestro do filho. Ao perguntar sobre o paradeiro, a mãe recebeu a informação de que ele estava de "castigo" e que, em uma semana, se ela não avisasse à polícia, Douglas seria liberto. Ana deixou o Vidigal com medo e sem saber o motivo do cárcere do filho.
"Como mãe, respeitei. Pensei em não chamar a polícia porque iam matar o meu filho. Se soubesse que não seria resolvido, já teria falado. Esperei o prazo de uma semana e até agora não tenho resposta. Cadê ele? Não me falaram o motivo, ficaram com deboche e frieza. Quero uma resposta e descansar o meu coração. Independente do erro que ele possa ter cometido, que ele pague pela justiça certa, mas não assim. Se ele está envolvido com algo errado ou não, eu quero respostas", comentou.
Desde então, a família espera por informações positivas sobre Douglas. "Eu fico com esperanças. Às vezes, ele pode estar em um hospital em coma, sem documentos. Vai que ele está bem. Douglas é um menino de coração tão bom. Tenho mais um filho pra criar e não ensinei caminho errado. Nós não sabemos de nada", destacou.
O jovem morava sozinho no Vidigal há cerca de seis meses. Ele se mudou para ficar mais perto da Praia do Leblon, onde trabalha.
O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon), na última segunda-feira (31). Segundo a Polícia Civil, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) assumiu a investigação e os agentes realizam diligências para localizá-lo.
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