Publicado 12/04/2025 20:26 | Atualizado 14/04/2025 10:46
Rio - Uma mulher, de 32 anos, foi esfaqueada na cabeça, na manhã deste sábado (12), em Madureira, na Zona Norte. O suspeito é o ex-namorado da vítima, que não estaria aceitando o fim do relacionamento. A principal hipótese da investigação indica que o autor agiu por ciúmes.
PublicidadeO caso ocorreu por volta das 6h15 na Rua Carvalho de Souza. Agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) faziam patrulhamento de rotina quando foram abordados por pedestres pedindo que prestassem socorro a Daiane Keli Machado Neves, que estava sangrando devido a cortes na cabeça.
Ao ser questionada, a vítima afirmou que havia sido atacada por Yuri da Silva Eugênio, de 25 anos, seu ex-companheiro. De acordo com a mulher, o homem a esfaqueou pelas costas, sem qualquer justificativa, se aproximando enquanto ela caminhava.
Daiane contou que teve um relacionamento de seis anos e meio com o suspeito, mas que se separaram há um ano. A vítima alegou que o homem não aceita o término e a persegue desde então. A mulher tem uma medida protetiva em aberto contra o ex e, mesmo com as restrições, segundo ela, o homem continuava a persegui-la, inclusive em seu local de trabalho.
Após as agressões, os policiais realizaram buscas na região, mas, como Daiane sangrava demais, resolveram prestar socorro à vítima. Ela foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Madureira.
Depois de receber alta, a mulher, na companhia dos policiais, foi até à 29ª DP (Madureira) para registrar a ocorrência. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio, perseguição, além do descumprimento de medidas protetivas.
Segundo a Polícia Civil, diligências estão em andamento para localizar o autor e apurar as circunstâncias do ocorrido.
O homem já havia sido preso em flagrante, em março de 2024, por agredir a mulher em casa. Na época, ela contou que a agressão aconteceu depois dela pedir para que ele colocasse uma cortina em casa. A vítima disse que Yuri se irritou e a socou.
De acordo com a Civil, ainda houve uma tortura com golpes de martelo, na presença da filha dela, que tinha 12 anos na época. O agressor ainda incendiou o imóvel após a fuga. Ele permaneceu preso por cerca de oito meses, sendo liberado em março deste ano.
A reportagem não localizou a defesa do suspeito. O espaço está aberto para manifestação.
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