Publicado 21/04/2025 10:49
Rio - Um incêndio que atingiu uma plataforma de petróleo na Bacia de Campos, no Norte Fluminense, deixou pelo menos 14 pessoas feridas na manhã desta segunda-feira (21). Um dos trabalhadores chegou a cair ao mar, mas foi resgatado. A Petrobrás informou que este funcionário teve queimaduras leves e recebeu atendimento de forma consciente em embarcação de apoio, sendo encaminhado ao hospital em seguida.
PublicidadeJá a diretoria do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-NF) afirma que são, ao todo, 32 feridos, sendo 17 pessoas levados para unidades de saúde em Campos, e mais 15 socorridos para Macaé. A Petrobrás disse não reconhecer essa atualização. "Desses 32, 14 trabalhadores sofreram queimaduras, alguns já foram atendidos e liberados. Os demais tiveram que passar por atendimento médico, porque inalaram fumaça", disse o sindicato.
Em imagens que circulam nas redes sociais é possível ver a intensidade das nuvens de fumaça que se espalharam pela região.
Segundo o coordenador do sindicato, Sérgio Borges Cordeiro, o incêndio foi rapidamente controlado e os demais trabalhadores encaminhados para hospitais de Macaé e Campos. "O escoamento de gás foi interrompido, as comunicações da plataforma caíram e embarcações de emergência foram acionadas. O Sindipetro-NF acompanha o caso e cobra providências urgentes", disse.
Em nota, a Petrobras reforçou que a plataforma atingida foi PCH-1 não produz petróleo desde 2020. O incidente aconteceu a cerca de 130 km da costa de Macaé.
"As pessoas que estão a bordo de PCH-1 estão bem e as equipes não essenciais serão preventivamente desembarcadas para que a integridade das instalações seja avaliada. Uma comissão será formada para apurar as causas do incidente", informou em comunicado.
'Grave episódio', diz sindicato
Sindipetro-NF classificou o incêndio como preocupante e grave. Reforçou ainda que tem denunciado sistematicamente, ao longo dos últimos anos, a falta de investimentos em manutenção e na integridade das plataformas da Bacia de Campos. "Para o sindicato, os acidentes que vêm se tornando recorrentes são o resultado direto de anos de negligência de governos anteriores, que abandonaram as políticas de segurança e integridade das unidades offshore, provocando o sucateamento das instalações", disse.
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