Publicado 07/05/2025 16:42 | Atualizado 07/05/2025 20:40
Rio - Amigos e familiares deram o último adeus a Almir Saint-Clair, na tarde desta quarta-feira (7), no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte. O cantor, velado a partir das 11h30, foi enterrado por volta das 15h30.
PublicidadeMuito ligado à cena cultural da cidade do Rio, o cantor morreu, aos 89 anos, depois de passar mal em casa, em Copacabana, Zona Sul do Rio, na noite de segunda-feira (5).
Nos anos de 1950, Almir iniciou sua trajetória profissional na Rádio Nacional. Na década seguinte, gravou vários compactos, com um repertório que reunia sambas e músicas românticas. Também fez trabalhos como ator, integrando as companhias teatrais de Fernanda Montenegro, Tônia Carreiro e Bibi Ferreira. No cinema, esteve no filme "Capitu" (1967), de Paulo Cezar Saraceni.
Nos anos 1970, o artista começou a trabalhar na produção de shows musicais. Um dos espetáculos, "Festa Brasileira", percorreu 14 países da Europa durante 1973 e 1975, como relata a biografia do cantor no site "Sambariocarnaval".
Ao retornar para o Brasil, Almir foi convidado a cantar o samba da Em Cima da Hora, em 1975. Em 1981, estreou no microfone do Império da Tijuca, escola onde permaneceu como intérprete por cinco anos. No final de 2003, lançou o CD independente "Revivendo Noel Rosa".
Almir Saint-Clair era membro da Confraria dos Amigos do Rádio, que se reúne mensalmente na Taberna da Glória, e também atuava como conselheiro no Instituto Funjor, entidade ligada à memória da música popular brasileira.
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