Mounjaro passou a ser vendido no Brasil em maio deste ano, mas quadrilha já oferecia medicamento desde 2023Reprodução
Publicado 16/06/2025 09:36
Rio - A Polícia Civil mirou, nesta segunda-feira (16), uma organização criminosa que importa e vende clandestinamente um medicamento controlado para diabetes. A Operação Mounjaro, em referência ao nome do remédio, cumpriu três mandados de busca e apreensão em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, contra alvos que lucraram 300% com a comercialização ilegal. Um homem foi conduzido à delegacia.
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A ação foi realizada pela Delegacia do Consumidor (Decon), que investigou a entrada irregular do medicamento Mounjaro no país, em desacordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e venda sem prescrição médica. Segundo o delegado Wellington Pereira Vieira, o remédio passou a ser vendido no Brasil em maio deste ano por farmácias credenciadas e com receita retida no estabelecimento. 
Entretanto, desde 2023, um homem e uma mulher ligados à quadrilha viajavam frequentemente à Europa, onde compravam caixas do remédio por 100 euros ou 110 libras. O medicamento era vendido sem receita pelas redes sociais, com lucros de 300%. Em dezembro do ano passado, a Polícia Federal encontrou 20 caixas do Mounjaro na mala da suspeita. 
O Mounjaro é um medicamento na forma de caneta injetável para tratamento da diabetes tipo 2 descontrolada em adultos. Mas, passou a ser alvo de bandidos por conta do uso para emagrecimento, porque auxilia na redução de apetite. Na Europa, onde a quadrilha adquiria o remédio há dois anos, a compra já era legalizada. Em lojas de farmácias na internet, os preços variam de R$ 1,9 mil a R$ 2,3 mil. 
Ainda de acordo com o delegado titular da Decon, o principal alvo confessou a participação no esquema e foi conduzido à prestar esclarecimentos na especializada. Os celulares apreendidos na operação vão passar por perícia. A Polícia Civil alertou que a venda de remédios em desacordo com as normas da Anvisa é crime e representa risco direto à saúde pública, por envolver produtos que exigem controle rigoroso de armazenamento, transporte e aplicação, além da prescrição por profissional habilitado. 


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