Publicado 24/06/2025 09:13 | Atualizado 24/06/2025 10:28
Rio - As condições climáticas no Monte Rinjani, na Indonésia, impediram o uso de helicóptero para o resgate da turista Juliana Marins, que caiu em uma trilha no último sábado (21). As buscas pela brasileira foram retomadas por volta das 21h (horário de Brasília) de segunda-feira (23), quando na Indonésia já era quase 7h desta terça (24). Segundo o parque, até o momento, sete socorristas conseguiram se aproximar do ponto onde a vítima se encontra, mas tiveram que montar um acampamento voador no local ao anoitecer.
Publicidade"A equipe conjunta continua os esforços para evacuar a vítima de origem brasileira que caiu na região de Cemara Nunggal, o caminho para o monte Rinjani. Nesta manhã, as atividades focaram-se na descida direta para a localização da vítima utilizando a técnica de resgate vertical, embora o terreno de penhasco e o clima ainda constituíssem um grande desafio", disse o parque através das redes sociais.
Ainda segundo a instituição, cerca de 48 pessoas de várias agências estão envolvidas, com uma rota de evacuação alternativa a ser preparada através do lago Segara Anak se o terreno íngrime permanecer inacessível. Além disso, uma logística adicional também foi distribuída para apoiar as operações nos próximos dois dias.
"As atividades de hoje também são monitoradas diretamente pelo Diretor de Operações de Busca e Ajuda do Brigadeiro Marinho General Edy Prakoso e pelos representantes da Embaixada do Brasil, que chegaram ao Posko Resort Sembalun. Avaliações minuciosas continuam a acelerar e garantir que as evacuações funcionem em segurança. Reze pela segurança de toda a equipe em campo", finalizou.
Pai de Juliana embarca para Indonésia
Ainda nesta terça (24), o pai de Juliana, Manoel Marins Filho, embarcou para o país e pediu orações para a filha. "Estamos embarcando agora para Bali, prestes a entrar no avião. São praticamente 10 horas de voo daqui até lá. Quero pedir que vocês sigam orando pelo resgate da Juliana, que ela esteja bem e possa voltar conosco para o Brasil. Sã e salva. Obrigada por tudo", disse o pai.
Manoel saiu de Lisboa, em Portugal, em um voo para Bali, na Indonésia. Ele tentava embarcar desde segunda (23), mas o voo demorou mais que o previsto, pois deveria passar pelo espaço aéreo do Catar, que estava fechado por causa dos ataques no Oriente Médio.
A diferença de fuso horário entre a Indonésia e o Brasil é de cerca de 10h. Conforme informado pelos parentes, a equipe de resgate desceu 400m, mas estimam que a localização da Juliana está a uns 650 m de distância. “Ela estava bem mais longe do que estimaram ontem”, disse a irmã.
Neste quarto dia de resgate, as autoridades do Parque decidiram fechar o último trecho da trilha, onde estão sendo realizadas as operações, para evitar a curiosidade de turistas. A princípio, os socorristas usariam helicóptero, porém houve impossibilidade de seguir com a aeronave devido a condição climática do local. Na região, já é noite e há muita neblina, dificultando a visibilidade.
Juliana foi vista por drone
Ainda na segunda-feira (23), uma equipe de Busca e Salvamento publicou nas redes sociais que localizou a turista brasileira. "O chefe do Escritório de Busca e Salvamento de Mataram, Muhamad Hariyadi, disse que a vítima foi encontrada nesta segunda-feira às 07h05 (horário de Brasília), a aproximadamente 500 metros do ponto inicial da queda", consta na publicação.
De acordo com a mensagem, a equipe conjunta de Busca e Salvamento conseguiu encontrar a sobrevivente com a visualização térmica do drone. "Com base no monitoramento do drone, a vítima não se movia. Atualmente, a equipe conjunta de Busca e Salvamento (SAR) continua trabalhando arduamente para resgatar a jovem, que caiu a centenas de metros de profundidade. Estamos limitados pelo terreno extremo e com neblina ao redor do local do incidente", publicou.
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