Juliana Marins morreu após cair em trilha na IndonésiaReprodução/Redes Sociais
Publicado 30/06/2025 16:38 | Atualizado 30/06/2025 21:47
Rio - A Emirates Airlines informou que o corpo da publicitária Juliana Marins chegará ao Brasil nesta terça-feira (1º). Em nota, a companhia aérea informou que, em coordenação com a família da jovem, novos preparativos foram feitos e o corpo será transportado para São Paulo.
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Inicialmente, a empresa havia comunicado que Juliana deixaria a Indonésia nesta terça rumo a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e seguiria para o Rio de Janeiro na quarta-feira (2). No entanto, a mudança no trajeto foi anunciada horas depois. Apesar da alteração, a Emirates não informou se o translado continuará com uma parada em Dubai e nem quando o corpo deixará a Indonésia. Também não foram divulgadas informações sobre as causas da mudança.
"A família foi informada sobre a confirmação das providências logísticas. A Emirates estende suas mais profundas condolências à família durante este momento difícil", comunicou a empresa. 
No domingo (29), a família de Juliana reclamou que não conseguia confirmar o voo que levará o corpo de Bali, na Indonésia, até o aeroporto internacional do Galeão, no Rio. "É descaso do início ao fim. Precisamos da confirmação do voo da Juliana urgente. Precisamos que a Emirates se mexa e traga Juliana para casa", publicou a família em perfil criado para informações sobre o caso.
Juliana fazia uma trilha no Monte Rinjani, no dia 21, quando caiu em um penhasco do vulcão. Desde então, houve grande expectativa sobre o resgate dela, que só era vista por imagens feitas por um drone. Em uma das tomadas, ela ainda se mexia. Apenas no dia 24, equipes de socorro confirmaram a morte da moradora de Niterói, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro.
Durante o intervalo entre a notícia da queda e o resgate, a família reclamou da demora em iniciar os trabalhos de busca. O corpo só foi resgatado no dia 25. Para a família, houve negligência no esforço de resgate.
Segundo a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia, a brasileira não foi resgatada a tempo por conta das condições meteorológicas, terreno complicado e problemas na logística das operações de socorro.
Uma autópsia realizada por profissionais da Indonésia concluiu que a turista brasileira morreu em decorrência de hemorragia, provocada por danos a órgãos internos e fraturas ósseas. Segundo os legistas, os ferimentos foram provocados por traumas por contusão, ocorridos algumas horas antes do resgate do corpo.
O laudo explica que depois do início da hemorragia, a morte levou menos de 20 minutos para ocorrer. A equipe também descartou morte por hipotermia, porque não há sinais de lesões teciduais nos dedos.
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