Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão no Rio, Petrópolis, Teresópolis e CaxiasDivulgação
Publicado 01/07/2025 10:32
Rio - A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes em contratações emergenciais durante a pandemia de covid-19 no Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte. Agentes realizam uma operação, na manhã desta terça-feira (1º), para cumprir 12 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio e em municípios das Regiões Serrana e Baixada Fluminense. 
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De acordo com a PF, há suspeitas de simulação no procedimento de contratação, realizado em 2020, para beneficiar uma empresa, que era uma gráfica, sem empregados, meses antes da dispensa de licitação.
A corporação informou que a empresa não possuía autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para atuar no momento da contratação, que foi realizada com prazos extremamente curtos para apresentação de propostas.
"A consulta de preços foi simbólica ou simulada, só contando com a participação daqueles que já tinham informações acerca da contratação", diz a PF.
Segundo o apurado, funcionários do hospital da época e empresas de fachada participaram das contratações. As investigações relevaram que os preços registrados em contrato, tanto do medicamento Omeprazol quanto das luvas cirúrgicas, foram exorbitantes mesmo para os preços praticados durante a pandemia, comparando com o valor de outras contratações da administração pública.
Os mandados de busca e apreensão são realizados em residências de investigados no Rio, em Petrópolis e Teresópolis, na Região Serrana, e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação conta com apoio do Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude a licitação e lavagem de dinheiro.
A Operação H. Pylori tem esse nome como referência à bactéria responsável pela infecção que ocorre no revestimento do estômago, sendo tratada com o medicamento Omeprazol, um dos objetos que foi alvo de superfaturamento no contexto da licitação fraudada.
Por meio de nota, a administração do hospital informou que colabora com as investigações. 
"A Diretoria Executiva do Grupo Hospitalar Conceição e a Superintendência do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB/GHC) informam que, na data de hoje (terça, 1º), agentes da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União realizaram diligências nas dependências da unidade de saúde.

As investigações referem-se a fatos ocorridos em administração anterior à atual, que está sob responsabilidade do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) desde outubro de 2024.

O HFB/GHC reitera o compromisso com a transparência e informa que está colaborando de forma plena com as autoridades competentes", informa a nota
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