Publicado 13/07/2025 07:00
Rio - A Baía de Guanabara, um dos cartões-postais mais emblemáticos do Brasil e também um dos maiores símbolos da poluição urbana no país, começa a viver um processo gradual de transformação. Nos últimos anos, iniciativas voltadas à despoluição e ao controle de resíduos estão produzindo efeitos práticos sobre o ecossistema local, beneficiando diretamente as comunidades pesqueiras que margeiam suas águas.
De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), entre 2019 e 2024 houve uma redução significativa da carga orgânica despejada na baía — uma queda de 35%, segundo relatórios técnicos do Programa de Saneamento Ambiental dos Sistemas de Esgotos Sanitários da Área da Baía de Guanabara (PSAM), coordenado pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas).
A recuperação do ambiente aquático tem impacto direto na pesca artesanal, atividade tradicional que sofreu forte retração nas últimas décadas. Com a poluição intensa, muitas espécies deixaram de ser encontradas em regiões antes abundantes, como os arredores da Ilha do Governador, Magé, São Gonçalo e Paquetá. A baixa oferta de pescado provocou perdas econômicas, insegurança alimentar e o abandono da profissão por parte de muitos trabalhadores.
“Eu costumava pescar desde pequeno com meus pais saindo de diversos pontos do Rio de Janeiro. E com a gente tendo a Baía de Guanabara com uma diversidade imensa de peixes podemos usufruir disso de uma forma muito melhor. Eu pesco por diversão, mas existem muitos outros pescadores que têm isso como sustento, então a Baía de Guanabara limpa representa algo muito importante para nós”, explicou Danilo Serafim, que é coordenador de logística e pescador amador.
O novo ciclo de despoluição é resultado de um esforço conjunto entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Cedae, prefeituras da Região Metropolitana e consórcios privados. Entre as medidas mais relevantes estão a modernização das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), a dragagem de canais e rios que deságuam na baía, além de ações de reflorestamento de margens e educação ambiental.
PublicidadeDe acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), entre 2019 e 2024 houve uma redução significativa da carga orgânica despejada na baía — uma queda de 35%, segundo relatórios técnicos do Programa de Saneamento Ambiental dos Sistemas de Esgotos Sanitários da Área da Baía de Guanabara (PSAM), coordenado pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas).
A recuperação do ambiente aquático tem impacto direto na pesca artesanal, atividade tradicional que sofreu forte retração nas últimas décadas. Com a poluição intensa, muitas espécies deixaram de ser encontradas em regiões antes abundantes, como os arredores da Ilha do Governador, Magé, São Gonçalo e Paquetá. A baixa oferta de pescado provocou perdas econômicas, insegurança alimentar e o abandono da profissão por parte de muitos trabalhadores.
“Eu costumava pescar desde pequeno com meus pais saindo de diversos pontos do Rio de Janeiro. E com a gente tendo a Baía de Guanabara com uma diversidade imensa de peixes podemos usufruir disso de uma forma muito melhor. Eu pesco por diversão, mas existem muitos outros pescadores que têm isso como sustento, então a Baía de Guanabara limpa representa algo muito importante para nós”, explicou Danilo Serafim, que é coordenador de logística e pescador amador.
O novo ciclo de despoluição é resultado de um esforço conjunto entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Cedae, prefeituras da Região Metropolitana e consórcios privados. Entre as medidas mais relevantes estão a modernização das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), a dragagem de canais e rios que deságuam na baía, além de ações de reflorestamento de margens e educação ambiental.
Mesmo com os progressos, os desafios ainda são grandes. Áreas críticas como o Canal do Cunha, o fundo da Enseada de Botafogo e os arredores do Rio Meriti permanecem com altos índices de poluição. O próprio Governo do Estado reconhece que a despoluição plena da baía é um processo de longo prazo.
“A meta é alcançar a balneabilidade de pelo menos 80% da Baía de Guanabara até 2030. Para isso, seguimos com obras de infraestrutura, intensificação das fiscalizações e ações coordenadas com os municípios”, informou a Secretaria do Ambiente.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.