Guerreiro é investigado também pela morte de um policial civil em 2015Reprodução
Publicado 23/07/2025 16:49 | Atualizado 23/07/2025 18:00
Rio - Rafael Silva Santos, de 39 anos, conhecido como Guerreiro, foi preso na noite de terça-feira (22), em Saquarema, na Região dos Lagos. Ligado ao Comando Vermelho, ele é apontado como uma das lideranças do tráfico de drogas na favela do Chapadão, Zona Norte do Rio.
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O criminoso foi levado de Saquarema para a sede da 23ª DP - Reprodução
O criminoso foi levado de Saquarema para a sede da 23ª DPReprodução
De acordo com informações obtidas pelo DIA, Guerreiro estava em uma festa quando, por volta das 23h, se reuniu com outros homens em frente ao salão. Ao notar a presença de policiais da 23ª DP (Méier), ainda que com roupas descaracterizadas, tentou fugir entrando pelo portão da garagem e correndo para os fundos do imóvel.
Durante as buscas, os agentes capturaram Guerreiro em uma área de mata. Ele não ofereceu resistência e foi preso após meses de monitoramento.
“Vínhamos monitorando as saídas dele do Chapadão. E quando ele se dirigiu para a Região dos Lagos, fomos em perseguição. Já tínhamos informações de saídas dele para diversos lugares, tentamos outras vezes pegá-lo, mas não deu certo e abortamos. Mas agora conseguimos prender esse indivíduo perigoso para a sociedade”, disse o delegado Luiz Jorge Rodrigues, titular da 23ª DP, que conduziu a operação.
Sobre os homens que estavam com o traficante momentos antes da captura, o delegado afirmou que prendê-los se tornou inviável porque a equipe era formada por apenas quatro agentes, e o foco desde o início era Guerreiro – que também é investigado pela morte de um policial civil, que seria amigo seu de infância, em 2015.
O traficante, que também era chefe no Morro da Caixa d’Água, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, já havia sido preso em 2015, na Pavuna, ao lado de comparsas. Dentre eles, como Ricardo Chaves de Castro Lima, o Fu da Mineira, e Cláudio José de Souza, o CL da Mineira, maiores lideranças do CV em liberdade naquela época.
Em 2018, no entanto, teve direito à visitação familiar, popularmente conhecida como saidinha, e não regressou à cadeia. "Ele recebeu esse benefício e até hoje não voltou. Porém, a Polícia Civil sempre em alerta, mais cedo ou mais tarde, faz seu trabalho. Não adianta ter uma vida social normal, que não funciona. A Polícia Civil vai devolvê-lo à Justiça quantas vezes forem necessárias", acrescentou o delegado.
Após o cumprimento de mandado de prisão por associação ao tráfico, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito na sede da delegacia, Guerreiro passará por audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) antes de ser transferido para uma unidade penitenciária.
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