Publicado 12/08/2025 13:17 | Atualizado 12/08/2025 16:36
Rio - Policiais civis e funcionários de um posto veterinário da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA) se envolveram em uma confusão devido a um atendimento a uma cadela atropelada, na tarde desta segunda-feira (11), na Ilha do Governador, na Zona Norte.
PublicidadeO animal foi atropelado na frente da 37ª DP (Ilha do Governador), na Estrada do Galeão, no Jardim Carioca. Agentes levaram o cão até o posto, no Cocotá, onde alegam que a ajuda teria sido negada. Uma funcionária avisou que o animal deveria ser levado para o Hospital Municipal Veterinário Jorge Vaistman, na Mangueira, na Zona Norte.
"A polícia socorre o animal, traz em uma secretaria de defesa dos animais e falam que aqui não é posto para isso. Faz contato com alguém para mandar uma ambulância e socorrer o animal", disse um dos policiais.
Segundo um relato, as equipes chegaram por volta das 16h30 no posto e conseguiram socorro apenas por volta das 19h50.
De acordo com a SMDPA, os policiais chegaram a levá-la para uma clínica particular. Como o atendimento teria ficado caro, eles foram ao posto da secretaria. As atendentes explicaram que ela deveria ser levada para o hospital porque a unidade não tem estrutura para atender emergências.
O secretário Luiz Ramos Filho afirmou que um policial começou a desacatar as funcionárias do posto e gritar com elas, ameaçando, inclusive, a abandonar o animal na porta da unidade.
"O policial estava muito nervoso. Ele também exigiu uma ambulância. Explicamos que, da mesma forma que ele levou o animal ao posto, deveria levá-lo ao hospital. Para tranquilizar e resolver o problema, levamos o animal para a Fazenda Modelo, mas as funcionárias foram à delegacia para registrar o constrangimento a qual foram vítimas", contou.
Ainda segundo a SMPDA, as funcionárias registraram o caso na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). Já a cadela passou por cirurgia na Fazenda Modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste, está bem.
De acordo com a Polícia Civil, a cadela foi atropelada próximo à delegacia por um motociclista, que fugiu do local. A corporação informou que os agentes da 37ª DP imediatamente prestaram o socorro e levaram o animal para uma clínica particular da região, onde teve o primeiro atendimento, mas não poderia dar continuidade. Os policiais foram orientados pelos veterinários a levar o animal para uma unidade de atendimento veterinário municipal, em Cocotá.
"Ao chegarem ao local, a equipe do posto recusou-se a prestar socorro ao animal porque, segundo eles, a unidade não teria estrutura para atender emergências. Os policiais solicitaram então o serviço de remoção do animal para uma unidade capacitada, mas os funcionários novamente se recusaram a atender o animal. Após bastante insistência ao longo da tarde, o animal foi transferido para uma unidade especializada", destacou a corporação.
Diante da conduta dos servidores na unidade veterinária municipal, a 37ª DP abriu um inquérito para investigar o crime de prevaricação.
"Ao chegarem ao local, a equipe do posto recusou-se a prestar socorro ao animal porque, segundo eles, a unidade não teria estrutura para atender emergências. Os policiais solicitaram então o serviço de remoção do animal para uma unidade capacitada, mas os funcionários novamente se recusaram a atender o animal. Após bastante insistência ao longo da tarde, o animal foi transferido para uma unidade especializada", destacou a corporação.
Diante da conduta dos servidores na unidade veterinária municipal, a 37ª DP abriu um inquérito para investigar o crime de prevaricação.
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