Publicado 14/08/2025 14:38 | Atualizado 14/08/2025 14:52
Rio - Teve início na manhã desta quinta-feira (14) a operação de esvaziamento dos cerca de 60 milhões de litros d'água que ajudam a sustentar a estrutura da estação do metrô da Gávea, na Linha 4. Monitorada em tempo integral, a retirada do líquido que preenche os poços desde 2018 será feita lentamente, por questões de segurança, e está prevista para durar quatro meses.
PublicidadeO deságue é feito por tubulações subterrâneas provisórias instaladas sob a Avenida Padre Leonel Franca, passando por uma caixa de decantação, até o curso do canal do Rio Rainha, de onde segue para o canal da Avenida Visconde de Albuquerque e, de lá, para o mar. A previsão é de que 250 mil litros de água sejam esgotados do local a cada 24 horas, o que representa a retirada de meio metro de altura por dia.
"Este é o marco inicial da retomada da construção da estação Gávea. A partir deste momento, a obra só será interrompida quando for concluída e entregue à população, com previsão de 36 meses (três anos) de intervenção. O Governo do Estado trouxe a solução para um problema que representava risco para a região e, quando a obra terminar, mais de 20 mil pessoas serão beneficiadas. O Estado pretende investir na expansão do sistema metroviário e está trabalhando para melhorar a mobilidade em várias frentes", disse o governador Cláudio Castro.
Interligados, os dois poços têm, atualmente, 18 metros de diâmetro e 45 metros de profundidade cada um. Após o término das escavações da construção da estação, serão 52 metros cada. Os poços tiveram que ser inundados devido à pressão exercida pela água do lençol freático sobre a estrutura, que ainda não havia sido finalizada.
Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) e a Riotrilhos acompanham o processo de esgotamento dos dois poços, realizado pelo Consórcio Construtor Gávea, contratado pela concessionária MetrôRio. A obra conta com as licenças ambientais aprovadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e têm monitoramento constante do local por equipamentos eletrônicos.
"Antes de serem esvaziados, foram instalados instrumentos que farão o monitoramento em tempo real da estrutura até a finalização das intervenções. Durante toda a obra, o bombeamento do lençol freático seguirá ativo", explicou o diretor de Engenharia da Riotrilhos, Rodrigo Faur.
Inea atestou boa qualidade da água dos poços
O Inea realizou vistorias técnicas durante os últimos 40 dias e analisou os dados do processo de decantação, que será utilizado durante a liberação gradual e segura dos 60 milhões de litros de água. O consórcio construtor mantém uma equipe especializada, dedicada a cumprir todas as condicionantes presentes na licença, incluindo o monitoramento da qualidade do líquido, que será lançada no Rio Rainha. Todos os laudos analisados pelo órgão atestaram a boa qualidade da água.
Os técnicos também verificaram, no processo de licenciamento, a destinação adequada dos resíduos produzidos durante o período das obras, bem como as precauções com o transporte de cargas potencialmente perigosas. O trabalho de fiscalização do Inea ocorrerá durante todo o período da obra para observação o atendimento às exigências ambientais.
Próxima etapa da obra
Após o esgotamento dos poços, a próxima etapa será a detonação de um trecho de 140 metros de extensão de rocha - cerca de 140 mil toneladas, que deverão ser retirados ao longo de 11 meses por caminhões basculantes. Em paralelo, outros procedimentos vão seguir em andamento, como o preparo para a instalação da via permanente e das estruturas da passagens de emergência.
O projeto inicial da Estação Gávea foi otimizado, com o objetivo de reduzir os custos e tornar viável a entrega do equipamento e do serviço à população o mais brevemente possível. O trecho do acesso da Estação Gávea no sentido São Conrado foi priorizado por estar quase concluído, faltando escavar apenas 60 metros.
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