Projeto deve mobilizar cerca de 420 alunos da rede pública do estado do RioDivulgação / Instituto Burburinho Cultural
Publicado 19/08/2025 12:20
Rio - A partir desta quinta-feira (21), os alunos da Escola Municipal Orlando Villas Boas, localizada no Centro do Rio, passarão a contar com um curso gratuito sobre robótica e arte oferecido pelo projeto Engenhoka. O objetivo da ação é levar e inserir conhecimentos sobre o assunto para o dia a dia de estudantes da rede pública.
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A iniciativa acontece entre agosto e dezembro deste ano e oferece um curso de 40 horas com oficinas, imersão em robótica educacional e arte em um estúdio maker que conta com impressoras 3D, tablets, mobiliário, boxes de livros e material pedagógico. De acordo com a instituição, toda estrutura será doada à unidade ao fim do projeto.

A diretora da unidade, Cristina Stellitano, fala sobre a importância do contato dos alunos com a tecnologia. "A chegada deste projeto representa uma transformação na forma de ensinar e aprender. Minha expectativa é que os estudantes se sintam motivados e encantados ao participar dessa iniciativa, despertando sua autoestima, curiosidade e vontade de criar."
Ela destaca que a iniciativa é uma chance que pode ser única para os jovens.
"Para muitos estudantes, especialmente da Orlando Villas Boas, é também uma grande oportunidade inédita de acesso à tecnologia de ponta, o que amplia horizontes, fortalece a autoestima, forma alunos mais confiantes, críticos e preparados para os desafios do mundo em que vivem", conclui.

O Engenhoka é realizado pelo Instituto Burburinho Cultural e deve mobilizar cerca de 420 estudantes da rede pública de ensino do estado do Rio. Outras unidades municipais, como a Escola Dr. Cocio Barcellos, em Copacabana, na Zona Sul; a Intercultural México - Professora Nilcelina dos Santos Ferreira, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; o Ciep 428 Mariana Coelho, em Barra do Piraí, no Sul Fluminense; e a E.M. Professora Maria Letícia Santos Carvalho, em Macaé, no Norte Fluminense, já receberam o curso.

Para o idealizador do projeto e cofundador do Instituto Burburinho Cultural, Thiago Ramires, a intenção da ação também é mostrar para os alunos que é possível desenvolver robôs com componentes artísticos. "Eles também são esculturas recheadas de design, que também é uma linguagem cultural. O projeto é revolucionário justamente por conta disso: desconstrói lugares comuns que colocaram em nossas cabeças, como a ideia de que se você é bom em matemática e ciências, não leva jeito para as artes... isso é uma falácia".





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