Prisão foi realizada por agentes da 34ª DP (Bangu), com apoio do 14º BPM (Bangu)Reprodução
Publicado 26/08/2025 08:47
Rio - Leonardo Martins de Lima, conhecido como Baleado, apontado como ex-segurança de Celsinho da Vila Vintém, foi preso, nesta segunda-feira (25), no Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, na Zona Oeste. Ele estava com mandado de prisão preventiva em aberto por roubo qualificado.
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De acordo com a Polícia Civil, o homem é uma das lideranças da facção Amigos dos Amigos (ADA) e chefe do trafico da Vila Vintém, também na Zona Oeste. A 34ª DP (Bangu) identificou que Leonardo continuava com o papel relevante no tráfico de drogas da região, mantendo influência na comunidade mesmo após a prisão de Celsinho, ocorrida em maio deste ano.
Baleado foi encontrado enquanto participava de um velório. Agentes da 34ª DP e do 14º BPM (Bangu) realizaram a prisão. O mandado contra o acusado, expedido pela 1ª Vara Criminal de Bangu, do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), está relacionado a uma condenação definitiva.
Celsinho
Considerado uma das principais lideranças do crime organizado do Rio e fundador da ADA, Celso Luís Rodrigues foi preso em maio, em Padre Miguel, na Zona Oeste, durante uma operação da Polícia Civil.
Segundo as investigações, ele estava se aliando a outras lideranças de grupos rivais para promover disputas territoriais e retomar comunidades de Santa Cruz, ainda na Zona Oeste, que estão atualmente sob influência da milícia.
Celsinho da Vila Vintém é conhecido como um dos traficantes mais perigosos da década de 90. Preso há 20 anos, ele deixou a cadeia em 2022. Além de tráfico de drogas, ainda responde por crimes, como roubo a bancos e homicídios.
O traficante tem um histórico de fugas em presídios. Detido pela primeira vez em 1994, ele fugiu da penitenciária Milton Dias Moreira, no Complexo de Gericinó, mas foi recapturado dois anos depois, por policiais militares, na comunidade que ele comandava.
Em 1998, o traficante conseguiu fugir novamente do sistema penitenciário após ser transferido para retirar uma bala alojada no braço direito no Hospital Penitenciário Fábio Maciel, no Catumbi, região central do Rio. Ele não realizou a intervenção, e teria saído pela porta da frente da unidade, vestido com uma farda da PM.
Celsinho chegou a negociar a própria vida com Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, chefão do Comando Vermelho, durante uma rebelião no Complexo de Bangu, em setembro de 2002. Na época, traficantes ligados ao chefe do CV teriam executado quatro líderes de grupos rivais. Celso teria conseguido se manter vivo alegando que passaria o controle de venda de drogas da Vila Vintém para a facção rival.
Em 2014, ele foi transferido para uma unidade federal após ser apontado como o idealizador — mesmo preso — de uma tentativa de resgate de internos no Fórum de Bangu, em 2013. Na ocasião, uma criança de 8 anos e um policial foram mortos.
Celsinho foi solto em 2022 depois de uma decisão da Justiça, que concedeu o direito dele responder em liberdade pela invasão à Rocinha, no ano de 2017. Condenado a mais de 30 anos, o traficante chegou a obter a progressão do regime fechado para o semiaberto em janeiro de 2021, mas não tinha deixado a prisão devido ao histórico de fugas.
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