Publicado 29/08/2025 15:37
Rio - Familiares do mecânico Fabiano Costa, de 30 anos, esfaqueado e morto pela companheira no dia seguinte ao seu aniversário, na comunidade Porta do Céu, em Bangu, na Zona Oeste, pedem por justiça. A vítima ficou internada por quase um mês no Hospital Municipal Albert Schweitzer, mas no domingo passado (24) não resistiu. No enterro, no Cemitério do Murundu, em Realengo, nesta quinta-feira (28), amigos e parentes realizaram um protesto.
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Ao DIA, o irmão da vítima Ednardo Costa Cordeiro, 41 anos, contou que na véspera do crime, no dia 26 de julho, a família estava reunida para comemoração de uma festa junina e também do aniversário de Fabiano.
"Até aí estava tudo de boa, ela falou que ia fazer um churrasco para ele. Na hora, a gente nem entendeu, porque ela não está acostumada a fazer isso. Depois, nós ficamos até umas 6h30 do dia seguinte tomando uma cervejinha, até que ele pegou o filho e foi embora descansar e eu fiquei lá até umas 9h30, guardei tudo e fui pra casa também. Aí quando foi assim, no começo da tardezinha, me ligaram falando que ela tinha esfaqueado ele", explicou.
Ao chegar na residência do casal, Ednardo contou que a irmã e mais alguns colegas já tinham o levado para o hospital. Segundo testemunhas, o sogro de Fabiano teria ajudado a filha, Tamara Cristina Marcondes da Costa, a cometer o crime. A mulher teria sido presa, mas o pai não.
"Quando eu fui pra casa deles, o pai dela já tinha ido embora, só estava ela e as irmãs, que não a deixavam sair. Só que um rapaz que também chegou para socorrer ele, falou que o pai dela estava dentro da casa com a faca na mão, lavando. Tanto que depois tivemos que ir lá para procurar a faca para conseguir levá-la à delegacia", relatou.
Durante a internação, Fabiano chegou a passar por uma cirurgia e conversou com a família sobre o ocorrido. "Ele chegou no hospital praticamente morto, mas graças a Deus os médicos conseguiram reanimar e teve a cirurgia. Estava tudo correndo bem, ele foi para o quarto e tudo, o médico chegou a falar em alta. Nesse período, que ele estava bem, andando e até falando, ele disse para minha prima e minha irmã que teria sido segurado por trás e ficado com o peito aberto, quando ela enfiou a faca", contou.
Na hora do socorro, o sogro do mecânico ainda teria coberto ele com um casaco, alegando que o genro estaria dormindo. "Na minha cabeça, eu acho que eles pensaram até que ele já tinha falecido e acho até que iam esconder o corpo", disse o irmão.
A direção do Hospital Municipal Albert Schweitzer (HMAS), em Realengo, para onde Fabiano foi levado, informou que o paciente chegou à unidade em estado de saúde gravíssimo, com um ferimento no tórax, provocado por arma branca. Ele passou por procedimento cirúrgico de emergência e recebeu cuidados intensivos da equipe multiprofissional, mas devido a complicações provocadas pela perfuração, não resistiu.
Relação conturbada
Segundo o irmão, o casal tinha uma filha pequena e estava juntos há cerca de 7 ou 8 anos, mas viviam uma relação marcada por brigas. Ele alegou ainda que o mecânico já teria sido esfaqueado na mão em outra ocasião.
Eles brigavam muito, ela até falou que meu irmão batia nela, mas pelo contrário, era ela quem o agredia. Meu irmão não gostava nem de ficar em casa, domingo quando ele não trabalhava, ia pra casa da minha mãe. A mulher dele é uma pessoa muito difícil, inclusive ele já estava alejado da mão, essa foi a segunda vez. Ela falou pra todo mundo que quando pegasse ele, ia dá pra matar, esse crime dela foi premeditado”, lamentou.
Fabiano deixa três filhos, dois de outro casamento. "Ele era trabalhador, trabalhava de mecânico na rua em que eu moro, todo mundo gostava muito dele e estão todos revoltados", acrescentou o irmão.
Ainda de acordo com Ednardo, o sogro de Fabiano não foi mais visto na comunidade desde o dia do crime. O caso foi registrado na 34ªDP (Bangu), que segundo a família, não teve tempo de colher o depoimento da vítima.
"Quando ele acordou e estava bom para falar eu fui na delegacia avisar que eles poderiam colher o depoimento, mas eles falaram que não podiam ir, pra quando ele receber alta ir direto pra lá. Só que não deu tempo, aí estou tentando encaixar isso no inquérito", finalizou.
Em retorno a contato de O DIA, o delegado Alexandre Netto, titular da 34ª DP, explicou que a acusada alegou ter esfaqueado Fabiano em legítima defesa, mas a confissão foi considerada imprópria: "Na conclusão do inquérito, isso não ficou evidenciado. Ela está sendo indiciada pelo crime de homicídio".
O delegado informou ainda que após coleta de informações e perícia no local, o inquérito foi concluído e enviado à Justiça. A acusada passou por audiência de custódia nesta sexta (29) e segue no Instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, em Bangu.
Relação conturbada
Segundo o irmão, o casal tinha uma filha pequena e estava juntos há cerca de 7 ou 8 anos, mas viviam uma relação marcada por brigas. Ele alegou ainda que o mecânico já teria sido esfaqueado na mão em outra ocasião.
Eles brigavam muito, ela até falou que meu irmão batia nela, mas pelo contrário, era ela quem o agredia. Meu irmão não gostava nem de ficar em casa, domingo quando ele não trabalhava, ia pra casa da minha mãe. A mulher dele é uma pessoa muito difícil, inclusive ele já estava alejado da mão, essa foi a segunda vez. Ela falou pra todo mundo que quando pegasse ele, ia dá pra matar, esse crime dela foi premeditado”, lamentou.
Fabiano deixa três filhos, dois de outro casamento. "Ele era trabalhador, trabalhava de mecânico na rua em que eu moro, todo mundo gostava muito dele e estão todos revoltados", acrescentou o irmão.
Ainda de acordo com Ednardo, o sogro de Fabiano não foi mais visto na comunidade desde o dia do crime. O caso foi registrado na 34ªDP (Bangu), que segundo a família, não teve tempo de colher o depoimento da vítima.
"Quando ele acordou e estava bom para falar eu fui na delegacia avisar que eles poderiam colher o depoimento, mas eles falaram que não podiam ir, pra quando ele receber alta ir direto pra lá. Só que não deu tempo, aí estou tentando encaixar isso no inquérito", finalizou.
Em retorno a contato de O DIA, o delegado Alexandre Netto, titular da 34ª DP, explicou que a acusada alegou ter esfaqueado Fabiano em legítima defesa, mas a confissão foi considerada imprópria: "Na conclusão do inquérito, isso não ficou evidenciado. Ela está sendo indiciada pelo crime de homicídio".
O delegado informou ainda que após coleta de informações e perícia no local, o inquérito foi concluído e enviado à Justiça. A acusada passou por audiência de custódia nesta sexta (29) e segue no Instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, em Bangu.
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