Os médicos foram vítimas de ataque a tiros em um quiosque na Barra da TijucaDivulgação
Publicado 09/09/2025 09:19 | Atualizado 09/09/2025 11:04
Rio - A primeira audiência de instrução e julgamento sobre a execução de três médicos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, realizada nesta segunda-feira (8), foi marcada por ausência de oito testemunhas. Além disso, dos cinco réus no processo, apenas Francisco Glauber Costa de Oliveira, que está preso, compareceu à sessão. Os demais são considerados foragidos.

Na ocasião, também esteve presente o advogado de Giovanni Oliveira Vieira, apontado como o "batedor" do grupo. Segundo as investigações, ele teria observado de moto a movimentação de viaturas policiais durante o percurso, evitando que os comparsas fossem abordados.
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Ao todo, apenas três testemunhas foram ouvidas. De acordo com o juiz Renan De Freitas Ongaratto, os réus não localizados serão desmembrados do processo. Ou seja, o magistrado separou a ação em relação a Edgar Alves de Andrade, o Doca; Carlos da Costa Neves, o Gadernal; e Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, o BMW. Eles serão citados por edital (publicação oficial) e, se não comparecerem, podem ser julgados à revelia ou ter a tramitação suspensa.
Edgar Alves é considerado um dos líderes do Comando Vermelho (CV) e chefe do tráfico do Complexo da Penha, e tem Gadernal como seu comparsa. Já Juan Breno, pertencente a mesma facção, é suspeito de estar à frente da guerra entre traficantes e milicianos pelas comunidades Gardênia Azul e Rio das Pedras, na Zona Oeste. Além disso, ele também é investigado por integrar um grupo de extermínio conhecido como "Equipe Sombra", que ficava baseado na Cidade de Deus.
Relembre o caso

Em 5 de outubro de 2023, os médicos Marcos de Andrade Corsato, de 62 anos; Perseu Ribeiro Almeida, de 33; Diego Ralf de Souza Bomfim, de 35; e Daniel Sonnewend Proença, de 32, que participavam de um congresso de ortopedia no Rio, estavam em um quiosque em frente ao hotel onde acontecia o evento, na Barra da Tijuca, quando foram atacados pelos criminosos.
Perseu levou cinco tiros: dois de raspão na mão e no braço, um na mão direita, um no peito que perfurou o pulmão, e outro na barriga que atingiu o fígado. Diego foi atingido por oito disparos, incluindo ferimentos nas costas, peito e trapézio. Marcos de Andrade foi alvejado por seis tiros, dois deles na cabeça. O único sobrevivente, Daniel Sonnewend Proença, de 32 anos, foi atingido por 14 disparos e conseguiu escapar com vida.
A quadrilha teria confundido Perseu com o chefe da milícia de Rio das Pedras, Taillon de Alcântara Pereira Barbosa. No dia seguinte, corpos de quatro suspeitos de terem realizado o ataque foram encontrados em dois carros em pontos diferentes da Zona Oeste.
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