Bruno da Silva Loureiro, vulgo 'Coronel', é apontado como um dos responsáveis pela morte de Sther Barroso Divulgação / Disque Denúncia
Publicado 18/09/2025 17:04
Rio - O Disque Denúncia divulgou, nesta quarta-feira (17), um cartaz de procurado para ajudar nas buscas pelo criminoso Bruno da Silva Loureiro, vulgo “Coronel”, de 43 anos. Ele é apontado como chefe do tráfico de drogas da Favela do Muquiço, em Deodoro, na Zona Oeste, e um dos envolvidos na morte de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, estuprada e brutalmente espancada, após um baile funk em Senador Camará, também na Zona Oeste.
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O “Coronel” é considerado pelo sistema penitenciário como Altíssima Periculosidade. Ele é membro da facção Terceiro Comando Puro (TCP), e acumula uma longa ficha criminal, por tráfico de drogas, roubo, homicídio, porte ilegal de arma de uso restrito, receptação e lesão corporal. Atualmente, se encontra em liberdade, após sair da prisão em agosto de 2017. Contra ele, há 12 mandados de prisão pendentes de cumprimento.
Segundo a polícia, Bruno também teria sido um dos responsáveis por ordenar o desaparecimento de vítimas e subtração de cadáver. Apontado como figura violenta e de grande influência dentro da facção, “Coronel” é descrito como alguém que usa a força para impor medo na comunidade.
Um dos últimos mandados de prisão preventiva contra Bruno foi em junho do ano passado, por homicídio e organização criminosa. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o criminoso e mais dois traficantes por participação em uma chacina que aconteceu em março de 2021 no Parque de Madureira, na Zona Norte. Segundo a denúncia, eles efetuaram disparos de arma de fogo contra cinco pessoas durante uma partida de futebol.
Polícia pede prisão preventiva pela morte de Sther
Nesta quarta-feira, a Polícia Civil solicitou à Justiça do Rio a prisão preventiva de três envolvidos na morte de Sther. Além de “Coronel”, o pedido, pelo crime de homicídio duplamente qualificado, vale também para Douglas Medeiros da Silva, vulgo “Dodô do Muquiço”, e outro homem, conhecido como “Debochado”. Eles atuariam como "seguranças" de Bruno.
Investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), apontam que a jovem foi sequestrada pelos outros dois indiciados, a mando de “Coronel”, por volta das 22h, no dia 17 de agosto, depois de sair de um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará.
Sther foi levada à força para uma casa dentro da comunidade do Muquiço, onde passou a madrugada sendo espancada pelos dois indiciados. O crime teria acontecido depois da jovem não querer mais se relacionar com “Coronel”.
Com medo de uma iminente morte, os criminosos colocaram a vítima, desfalecida, no banco de trás de um carro dirigido por “Debochado”, com “Dodô” como carona, e deixaram a jovem na porta de casa, na Vila Aliança. Ela chegou a ser encaminhada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu.
O laudo médico aponta que a jovem morreu por hemorragia subaracnóidea (vaso sanguíneo inchado que se rompe no cérebro), traumatismo crânio encefálico e politrauma (quando a vítima apresenta múltiplas lesões em diferentes partes do corpo, provocadas por violência intensa). Segundo familiares, a violência foi tanta que a família precisou pagar cerca de R$ 2 mil para reconstruir o rosto da vítima, para poder ser enterrada.
“Coronel” costumava se esconder no Complexo da Maré, na Zona Norte. Segundo informações recebidas pelo Disque Denúncia, ele chegou a se esconder na Vila Aliança, mas isso causou insatisfação ao traficante Rafael Alves, o “Peixe”, e ainda indicou que outros chefes do tráfico de drogas do TCP, não estariam querendo a presença de “Coronel” em seus locais, já que a presença dele faria com que a polícia fizesse constantes operações para prender o traficante.
A DHC solicita informações sobre a localização dos indiciados e a identificação de “Debochado”. Quem tiver detalhes sobre o caso, pode entrar em contato, com anonimato garantido, pelos seguintes canais de atendimento do Disque Denúncia:
Central de atendimento/Call Center: (021) - 2253 1177 ou 0300-253-1177
WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)
Aplicativo: Disque Denúncia RJ
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