Publicado 19/09/2025 07:02
Rio – Um incêndio de grandes proporções atingiu uma loja da rede "O Amigão" na Estrada de Jacarepaguá, próximo à Rua Tirol, na Freguesia, Zona Sudoeste, na manhã desta sexta-feira (19). O ponto comercial vende produtos de utilidades, organização, acessórios e artigos para casa e uso diário. Até às 21h, os bombeiros seguiam no combate às chamas.
PublicidadeA rede fica ao lado de um supermercado e de uma franquia de roupas. Nos fundos, há ainda uma área residencial, em que moradores foram orientados a sair. O estabelecimento estava fechado no momento em que o fogo se alastrou, já que só abriria ao público às 9h. Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda há risco de colapso da estrutura, podendo atingir imóveis vizinhos. Não há registro de vítimas.
Em imagens registradas pelo DIA é possível ver grandes nuvens de fumaça, que tomaram conta de toda a rua. Ao longo da manhã, a Subprefeitura de Jacarepaguá chegou a distribuir máscaras para população que precisava passar pelo local.
Ainda segundo a corporação, doze unidades operacionais atuam no combate às chamas, com mais de 50 militares e 26 viaturas, além do apoio de drones com câmera térmica para monitoramento e tomada de decisões estratégicas.
Risco de colapso
Em função do risco de colapso da estrutura, o trabalho dos militares está sendo realizado principalmente pelo lado externo da edificação, com apoio de recursos especializados, incluindo viaturas aéreas.
Em função do risco de colapso da estrutura, o trabalho dos militares está sendo realizado principalmente pelo lado externo da edificação, com apoio de recursos especializados, incluindo viaturas aéreas.
Segundo o major Fábio Contreiras, a maior parte do fogo se concentra nos fundos do depósito, onde existe uma grande quantidade de produtos. No momento, as equipes atuam em três frentes: na área residencial, em frente e ao lado do estabelecimento.
"As equipes estão divididas: uma aqui, que é junto à vila, onde a gente conseguiu acesso por duas residências separadas e montar linhas de água para fazer o combate pela lateral e pelos fundos do depósito. Visualmente, as paredes estão comprometidas estruturalmente, então existe nesse momento um risco de colapso, o combate está sendo feito por fora da edificação, justamente para dar segurança", explicou.
Em relação a vila de casas próxima à loja, o major reforçou que todos os moradores foram evacuados e frisou as outras linhas de combate ao fogo.
"Temos outras duas linhas de frente: uma ocorre em frente ao depósito, com uma escada fazendo o combate aéreo, junto ao telhado, e a outra ao lado esquerdo, junto ao mercado. Os nossos desafios nesse incêndio são a dificuldade de acesso, as paredes que impedem o contato da água com os produtos e o telhado. A gente está conseguindo fazer alguns acessos forçados para conseguir jogar água dentro dos produtos", disse.
Conteiras relatou ainda que, até o momento, nenhuma residência foi atingida pelo fogo. "A gente não tem registro de vítimas, a gente visualizou e vistoriou cada casa que faz divisa com o muro do depósito, evacuamos essas casas e fomos avaliar se existia algum tipo de propagação de incêndio ou abalo na estrutura. Visualmente, nesse momento nós não temos, a fumaça está com uma corrente bem ascendente, então ela está vindo bem pra cima, ela não está chegando a atingir as casas próximas", ressaltou.
Por enquanto, o mercado ao lado permanecerá fechado. "A gente não tem como realmente autorizar o funcionamento aqui dessa área, justamente porque existe um risco real, uma possibilidade, não é certa, mas existe a probabilidade da estrutura colapsar. E se colapsar vai atingir o mercado, por isso que o mercado está sendo bastante colaborativo com a gente. Estamos utilizando diversos recursos ali como acesso pelo mercado e a gente vai deixar ele como uma base de combate até que a gente termine o trabalho e entregue para a sociedade aqui o local com segurança", finalizou.
"As equipes estão divididas: uma aqui, que é junto à vila, onde a gente conseguiu acesso por duas residências separadas e montar linhas de água para fazer o combate pela lateral e pelos fundos do depósito. Visualmente, as paredes estão comprometidas estruturalmente, então existe nesse momento um risco de colapso, o combate está sendo feito por fora da edificação, justamente para dar segurança", explicou.
Em relação a vila de casas próxima à loja, o major reforçou que todos os moradores foram evacuados e frisou as outras linhas de combate ao fogo.
"Temos outras duas linhas de frente: uma ocorre em frente ao depósito, com uma escada fazendo o combate aéreo, junto ao telhado, e a outra ao lado esquerdo, junto ao mercado. Os nossos desafios nesse incêndio são a dificuldade de acesso, as paredes que impedem o contato da água com os produtos e o telhado. A gente está conseguindo fazer alguns acessos forçados para conseguir jogar água dentro dos produtos", disse.
Conteiras relatou ainda que, até o momento, nenhuma residência foi atingida pelo fogo. "A gente não tem registro de vítimas, a gente visualizou e vistoriou cada casa que faz divisa com o muro do depósito, evacuamos essas casas e fomos avaliar se existia algum tipo de propagação de incêndio ou abalo na estrutura. Visualmente, nesse momento nós não temos, a fumaça está com uma corrente bem ascendente, então ela está vindo bem pra cima, ela não está chegando a atingir as casas próximas", ressaltou.
Por enquanto, o mercado ao lado permanecerá fechado. "A gente não tem como realmente autorizar o funcionamento aqui dessa área, justamente porque existe um risco real, uma possibilidade, não é certa, mas existe a probabilidade da estrutura colapsar. E se colapsar vai atingir o mercado, por isso que o mercado está sendo bastante colaborativo com a gente. Estamos utilizando diversos recursos ali como acesso pelo mercado e a gente vai deixar ele como uma base de combate até que a gente termine o trabalho e entregue para a sociedade aqui o local com segurança", finalizou.
Moradores assustados em meio a fumaça
Ainda no local, o muro da loja chegou a desabar perto de algumas residências. Ao DIA, a corretora de imóveis Jaqueline Ramos, que reside no bairro há 51 anos, relatou que vizinhos sentiam cheiro de queimado antes mesmo da propagação do incêndio.
"Ontem, por volta de 0h, senti cheiro de queimado, mas um vizinho já reclamava desse cheiro há uma semana. Ou seja, era um curto circuito que já deveria estar acontecendo há dias", explicou.
Outro morador, o desenvolvedor de software Luciano Lima da Silva, 35 anos, contou que mantém um estúdio de gravação de áudio no terceiro andar de sua casa, localizada bem perto ao estabelecimento.
"Eu moro em um condomínio aqui perto, só que como mudei há pouco tempo tocou o interfone no meu celular. Minha esposa passou em frente e viu que o muro estava caindo ao lado da vila e tinha muito fogo, bombeiros chegando. Um tumulto enorme! Isso foi por volta de 6h", disse.
O corretor de imóveis, Igor Mesquita, de 45 anos, mencionou que acordou em meio ao cheiro de fumaça. "Estava dormindo e, por volta das 5h40, acordei sentindo o cheiro de fumaça e fui olhar pela janela. Foi quando vi a movimentação de moradores saindo de casas próximas ao incêndio. Nesse momento, os bombeiros estavam chegando", narrou.
Moradora ao lado do muro do "Amigão", a também corretora de imóveis, Katia Soares, 63 anos, saiu de casa muito nervosa, chorando e com medo após o desabamento de estruturas da loja.
"Há meses que eu vejo uma luz piscando no Amigão. Eu avisei a eles algumas vezes e eles diziam que não era nada, que só era um alarme, mas eu acredito que já era um problema. Eles deveriam ter sensor de incêndio para não acontecer isso. A sorte foi que o desabamento da lateral do Amigão aconteceu para o lado do Amigão, não para a nossa vila", afirmou.
"Há meses que eu vejo uma luz piscando no Amigão. Eu avisei a eles algumas vezes e eles diziam que não era nada, que só era um alarme, mas eu acredito que já era um problema. Eles deveriam ter sensor de incêndio para não acontecer isso. A sorte foi que o desabamento da lateral do Amigão aconteceu para o lado do Amigão, não para a nossa vila", afirmou.
A coordenadora pedagógica, Caroline de Góes, 33 anos, contou que não consegue mais entrar em casa, pois a fumaça se alastrou por toda a residência.
"A minha casa fica nos fundos do amigão, no estoque deles. A gente acordou por volta de umas 5h, na hora que meu marido saiu pra trabalhar e aí ele sentiu o cheiro, quando ele viu que a fumaça estava muito forte saindo pela janela do estoque, que é literalmente colado com a nossa casa, a gente pegou as crianças, meu animal de estimação, que é um cachorrinho, e saímos. Deixei eles (os filhos) na escola pra poder voltar e tentar pegar meus documentos, mas quando eu voltei eu já não consegui mais entrar", relatou.
Carolina descreveu ainda que o susto foi grande e que ela e os demais moradores ficaram desesperados. "Os bombeiros estavam o tempo todo jogando água do mercado para o Amigão, só que das residências para cá, pro Amigão, não estavam jogando. E a todo momento, nós moradores, estávamos tentando explicar isso, mas eles falavam que sabiam o que estavam fazendo, mas agora estão resolvendo entrar. Depois o negócio está totalmente um caos. Foi tudo muito rápido, por volta de uns 20 a 30 minutos", disse.
"A minha casa fica nos fundos do amigão, no estoque deles. A gente acordou por volta de umas 5h, na hora que meu marido saiu pra trabalhar e aí ele sentiu o cheiro, quando ele viu que a fumaça estava muito forte saindo pela janela do estoque, que é literalmente colado com a nossa casa, a gente pegou as crianças, meu animal de estimação, que é um cachorrinho, e saímos. Deixei eles (os filhos) na escola pra poder voltar e tentar pegar meus documentos, mas quando eu voltei eu já não consegui mais entrar", relatou.
Carolina descreveu ainda que o susto foi grande e que ela e os demais moradores ficaram desesperados. "Os bombeiros estavam o tempo todo jogando água do mercado para o Amigão, só que das residências para cá, pro Amigão, não estavam jogando. E a todo momento, nós moradores, estávamos tentando explicar isso, mas eles falavam que sabiam o que estavam fazendo, mas agora estão resolvendo entrar. Depois o negócio está totalmente um caos. Foi tudo muito rápido, por volta de uns 20 a 30 minutos", disse.
Alteração no transporte
Segundo o Centro de Operações Rio, por volta das 8h, o trecho da Estrada de Jacarepaguá foi totalmente interditado, em ambos os sentidos, para o trabalho das equipes. No momento, o trânsito no sentido Rio das Pedras é desviado para Rua Tirol. Já no sentido Pechincha, desvio para a Rua Potiguara e Rua Antônio Cordeiro para acessar a Rua Tirol.
De acordo com o Rio Ônibus, devido ao incêndio todas as linhas da região foram impactadas. São elas:
341 - Taquara X Candelária
343 - Jardim Oceânico X Candelária
390 - Curicica X Candelária
550 - Cidade De Deus X Gávea
558 - Integrada 6 - Copacabana X Cidade De Deus
565 - Tanque X Gávea
600 - Taquara X Pça.Saens Pena)
601 - Santa Maria X Pça. Saens Pena
692 - Méier X Alvorada
766 - Madureira X Freguesia
829 - Gardênia Azul X Freguesia
878 - Tanque X Barra Da Tijuca
987 - Gardênia Azul X Pechincha
341 - Taquara X Candelária
343 - Jardim Oceânico X Candelária
390 - Curicica X Candelária
550 - Cidade De Deus X Gávea
558 - Integrada 6 - Copacabana X Cidade De Deus
565 - Tanque X Gávea
600 - Taquara X Pça.Saens Pena)
601 - Santa Maria X Pça. Saens Pena
692 - Méier X Alvorada
766 - Madureira X Freguesia
829 - Gardênia Azul X Freguesia
878 - Tanque X Barra Da Tijuca
987 - Gardênia Azul X Pechincha
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