Publicado 27/09/2025 18:16 | Atualizado 27/09/2025 18:41
Rio – O Hospital do Andaraí, na Zona Norte do Rio, inaugurou, neste sábado (27), as novas instalações de três setores, em mais uma etapa da revitalização da unidade. Na semana passada, o ambulatório e a enfermaria já haviam sido reabertos após 10 anos de inatividade.
PublicidadeSob gestão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desde dezembro de 2024, o hospital teve reinaugurados desta vez ortopedia, parte do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) e a cozinha. Estão em andamento ainda outras reformas, como enfermarias, centro cirúrgico, oncologia, centros de imagem, parque tecnológico e elevadores. Também está no cronograma a construção de um novo setor de trauma e o novo Centro de Emergência Regional (CER).
Segundo a SMS, a obra, orçada em R$ 600 milhões, tem recursos oriundos integralmente do Governo Federal, com previsão de conclusão para o primeiro trimestre de 2026.
Presente na cerimônia, Alexandre Padilha, ministro da Saúde, destacou o que pode vir a ser um fruto importante da restauração da unidade, uma parceria entre o Ministério, a Prefeitura e a Fundação Oswaldo Cruz: "As pessoas que estavam na fila do SUS agora, por meio do Agora Tem Especialistas e desta reestruturação, têm a oportunidade de ver o tempo de espera reduzir".
Ainda de acordo com a SMS, o CTQ do Hospital do Andaraí é o mais antigo do Brasil e principal referência nacional no tratamento de queimados. O setor, que fica no 9º andar e não teve o atendimento interrompido para as obras, ganhou uma sala de cirurgia repaginada; uma unidade de terapia intensiva, com seis leitos (três adultos e três pediátricos); e a sala de balneoterapia, fundamental no tratamento de queimaduras graves.
"O Centro de Tratamento de Queimados hoje tem metade renovada. E até janeiro do ano que vem, funcionará completamente", reforçou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.
Atendimento a vítimas de acidentes de moto
Já a ortopedia, situada no 2º pavimento do prédio principal, passou por uma reforma geral, voltando a ter a capacidade total de 38 leitos, o que não ocorria havia mais de oito anos. Também receberam melhorias as 10 enfermarias, a sala de gesso, a farmácia e os postos de enfermagem.
Um dos focos do setor será o atendimento a acidentados com motocicletas, uma estatística que só faz crescer nos registros do Sistemas Único de Saúde (SUS). Apenas em 2025, houve mais de 21 mil atendimentos a vítimas destas circunstâncias nos hospitais da rede municipal. No ano passado, os custos com esse tipo de ocorrência para a SMS chegaram perto dos R$ 130 milhões.
"Os atendimentos às vítimas de acidentes de moto vêm aumentando muito na nossa rede, cerca de 40% das cirurgias ortopédicas são relativas a acidentes com motociclistas. Infelizmente vivemos uma epidemia na cidade. O número de pessoas que têm sofrido amputações e sequelas permanentes também tem aumentado. Hoje é uma das maiores preocupações da saúde pública da cidade", acrescentou Soranz.
Cozinha reabre após mais de uma década
Com a cozinha interditada há 12 anos, as refeições dos pacientes eram preparadas em outro lugar e transportadas para o Hospital do Andaraí, o que poderia comprometer a alimentação em caso de contratempo. Agora com a reforma, a expectativa é pela produção de 3,2 mil pratos por dia quando o setor estiver funcionando plenamente.
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