Publicado 21/10/2025 16:36
Rio - Quase dois meses após o desaparecimento do corpo do bebê Gael, que morreu no ventre da mãe no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste, os pais ainda buscam uma resposta definitiva sobre o caso. A família entrou com processo na Justiça pedindo a exumação do corpo e um exame de DNA para confirmar se de fato o corpo sepultado como indigente se trata do filho deles.
O pedido foi feito pelos pais, Gabriel do Nascimento e Jheneffer Morais, que relatam viver dias de angústia e incerteza desde a morte do bebê.
PublicidadeO pedido foi feito pelos pais, Gabriel do Nascimento e Jheneffer Morais, que relatam viver dias de angústia e incerteza desde a morte do bebê.
"Queremos apenas ter certeza para chegarmos a um desfecho concreto e poder encerrar esse ciclo com um pouco de paz", disse o pai.
Ao DIA, o advogado da família, Eduardo Cavalcanti, afirmou que o processo já foi distribuído e está em andamento.
Ao DIA, o advogado da família, Eduardo Cavalcanti, afirmou que o processo já foi distribuído e está em andamento.
"Entramos com o processo de exumação do cadáver da criança para investigação de paternidade post mortem, realização de exame de DNA e pedido de indenização por danos morais em face do hospital e da agência funerária, porque, em princípio, não sabemos de quem foi a responsabilidade pela criança ter sido enterrada como indigente", disse.
"Ainda paira a desconfiança se, de fato, os restos mortais sepultados são do filho de Gabriel. Isso só será possível comprovar após a exumação e o resultado do exame de DNA", completou o advogado.
Enquanto aguarda o andamento da ação judicial, Gabriel diz que segue em busca de respostas: "Eu e minha mulher estamos com muita coisa na cabeça, pois não sabemos se tudo isso que afirmaram é verdade".
Relembre o caso
Jheneffer Morais, de 21 anos, chegou ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, no dia 24 de agosto, após sentir fortes dores durante o sexto mês de gestação. Horas depois, sofreu um aborto. O laudo médico apontou que o bebê morreu por anóxia intrauterina, quando há falta de oxigenação para o feto.
Após receber alta, a família iniciou os procedimentos para o enterro. De acordo com o pai, o hospital informou que havia duas possibilidades: a doação do corpo para fins acadêmicos ou o sepultamento social, voltado a famílias sem recursos para custear o funeral.
No dia do enterro, no entanto, o cadáver desapareceu. Quando foram ao cemitério, os pais afirmam que o corpo do bebê não estava mais disponível para sepultamento. Gabriel conta que procurou o hospital em busca de respostas e foi informado de que o corpo havia sido entregue à funerária.
A Polícia Civil informou que o caso foi inicialmente registrado na 33ª DP (Realengo) e que após apuração, foi concluído, visto que já que não foram encontrados indícios de crime. Segundo a corporação, o inquérito apontou que o corpo foi localizado e sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, o que levou ao encerramento das investigações.
O que diz a SMS
À época do fato, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o hospital "cumpriu integralmente todos os trâmites previstos para o sepultamento social, em conformidade com a legislação e mediante a documentação apresentada, com encaminhamento realizado dentro do prazo legal estabelecido e junto à concessionária responsável".
O DIA acionou novamente a SMS para saber se houve atualização do caso, mas não houve retorno. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
Relembre o caso
Jheneffer Morais, de 21 anos, chegou ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, no dia 24 de agosto, após sentir fortes dores durante o sexto mês de gestação. Horas depois, sofreu um aborto. O laudo médico apontou que o bebê morreu por anóxia intrauterina, quando há falta de oxigenação para o feto.
Após receber alta, a família iniciou os procedimentos para o enterro. De acordo com o pai, o hospital informou que havia duas possibilidades: a doação do corpo para fins acadêmicos ou o sepultamento social, voltado a famílias sem recursos para custear o funeral.
No dia do enterro, no entanto, o cadáver desapareceu. Quando foram ao cemitério, os pais afirmam que o corpo do bebê não estava mais disponível para sepultamento. Gabriel conta que procurou o hospital em busca de respostas e foi informado de que o corpo havia sido entregue à funerária.
A Polícia Civil informou que o caso foi inicialmente registrado na 33ª DP (Realengo) e que após apuração, foi concluído, visto que já que não foram encontrados indícios de crime. Segundo a corporação, o inquérito apontou que o corpo foi localizado e sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, o que levou ao encerramento das investigações.
O que diz a SMS
À época do fato, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o hospital "cumpriu integralmente todos os trâmites previstos para o sepultamento social, em conformidade com a legislação e mediante a documentação apresentada, com encaminhamento realizado dentro do prazo legal estabelecido e junto à concessionária responsável".
O DIA acionou novamente a SMS para saber se houve atualização do caso, mas não houve retorno. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
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