Os sargentos do Bope Heber Fonseca (E) e Cleiton Serafim foram mortos na megaoperação na Z. NorteReprodução/X
Publicado 28/10/2025 19:47
Rio – Dentre os números da megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, estão quatro policiais mortos em confronto. Dois deles eram da Polícia Civil, e os outros, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar.
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Um dos PMs é o sargento Heber Carvalho da Fonseca. Ele tinha 39 anos, dos quais 14 dedicados à corporação, e deixa esposa, dois filhos e um enteado. O Bope se manifestou ressaltando que o agente "dedicou sua vida ao cumprimento do dever e deixa um legado de coragem, lealdade e compromisso com a missão" e que "sua ausência será sentida por todos que tiveram a honra de conhecê-lo".
Já Cleiton Serafim Gonçalves, também sargento, de 42 anos, ingressou na PM em 2008 e deixa esposa e uma filha. Ele foi atingido na região do abdômen. 
O Bope prestou uma homenagem afirmando que o sargento "dedicou sua vida ao serviço público, honrando a farda com coragem, lealdade e compromisso inabalável com a segurança da sociedade" e que "seu sacrifício representa a mais nobre expressão do dever policial: proteger e servir, mesmo diante do maior dos riscos".
De acordo com a PM, ambos chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos. Até o momento, não há confirmação sobre o horário e o local do sepultamento dos militares.
Marcus de Carvalho (E) e Rodrigo Cabral eram lotados na 53ª DP e na 39ª DP, respectivamente - Reprodução/X
Marcus de Carvalho (E) e Rodrigo Cabral eram lotados na 53ª DP e na 39ª DP, respectivamenteReprodução/X
Dentre as vítimas, também está o policial civil Rodrigo Velloso Cabral, lotado na 39ª DP (Pavuna). Aos 35 anos, ele deixa esposa e uma filha de 6 anos. O agente estava na corporação havia apenas dois meses e era visto por companheiros como “excelente policial, talentoso e leal”: “Um grande amigo que se foi”, afirmou uma fonte à reportagem de O DIA.
Já o outro policial morto em ação foi identificado como Marcos Vinícius Cardoso de Carvalho, da 53ª DP (Mesquita), conhecido como "Máskara". Segundo testemunhas, ele foi atingido no pescoço e também chegou a ser levado ao Getúlio Vargas, mas não resistiu.
Nas redes sociais, o delegado Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, destacou que a corporação "se solidariza com as famílias e amigos, compartilhando a dor dessa irreparável perda" e que "os ataques covardes de criminosos contra nossos agentes não ficarão impunes". Ele acrescentou que "a resposta está vindo, e à altura".
Outros números
A megaoperação na Zona Norte, que reuniu 2,5 mil agentes e tinha o objetivo de cumprir 100 mandados de prisão após um anos de investigações e dois meses de planejamento, teve ainda 60 suspeitos mortos, 81 presos e 93 fuzis apreendidos.
Além disso, como represália à investida policial, criminosos do Comando Vermelho, facção alvo das ações, promoveram uma represália em diferentes pontos da cidade, onde 71 ônibus foram sequestrados para serem usados como barricadas, o que afetou o itinerário de mais de 200 linhas.
Devido às ações, o município entrou em estágio 2, quando há ocorrências de alto impacto.
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