Publicado 30/10/2025 18:32 | Atualizado 30/10/2025 19:15
O Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro identificou 100 dos 117 suspeitos mortos na Operação Contenção. Todos os corpos passaram pela necropsia, que é o exame detalhado que revela a causa e as circunstâncias da morte, mas os laudos só devem ser divulgados em um prazo de 10 a 15 dias úteis.
Os corpos de 60 pessoas foram liberados para sepultamento. As informações foram divulgadas por deputados federais e estaduais que fizeram uma diligência no IML da capital na tarde desta quinta-feira, 30.
Os deputados cobraram a divulgação de uma listagem com os nomes de todos os mortos já identificados, mas de acordo com o deputado federal Henrique Vieira, a direção do IML disse que isso cabe à Secretaria de Polícia Civil.
“Se já tem um número de identificados e um número de liberados, por que isso ainda não é público? A única conclusão é que o Secretário de Polícia Civil ainda não autorizou”, disse.
A deputada federal Talíria Petroni complementou: “Justificaram também que a operação foi parte de uma investigação e por isso eles não podem identificar os mortos. O que mostra que eles já têm uma pré-caracterização de quem são esses mortos, de que há o envolvimento deles em algum crime”.
A reportagem procurou a Polícia Civil para confirmar o número de corpos identificados e a ausência de uma listagem pública, mas ainda não recebeu resposta.
A comitiva de parlamentares também cobrou que os familiares possam ver os corpos antes do recolhimento pelas funerárias, como explicou a deputada federal Jandira Feghali.
“O que mais nos chamou a atenção foi a história de um casal que teve o filho decapitado, cuja cabeça foi encontrada em cima de uma árvore e eles não estavam conseguindo entrar para reconhecer o corpo. Isso é um direito constitucional. O argumento dito é que o problema é de espaço físico e que a perícia é técnica, e que a identificação é por papiloscopia, por DNA ou por radiografia ortodôntica e a família só vai ver quando sair no caixão. Mas nós apelamos porque a dor das famílias é muito grande”, disse a parlamentar.
PublicidadeOs corpos de 60 pessoas foram liberados para sepultamento. As informações foram divulgadas por deputados federais e estaduais que fizeram uma diligência no IML da capital na tarde desta quinta-feira, 30.
Os deputados cobraram a divulgação de uma listagem com os nomes de todos os mortos já identificados, mas de acordo com o deputado federal Henrique Vieira, a direção do IML disse que isso cabe à Secretaria de Polícia Civil.
“Se já tem um número de identificados e um número de liberados, por que isso ainda não é público? A única conclusão é que o Secretário de Polícia Civil ainda não autorizou”, disse.
A deputada federal Talíria Petroni complementou: “Justificaram também que a operação foi parte de uma investigação e por isso eles não podem identificar os mortos. O que mostra que eles já têm uma pré-caracterização de quem são esses mortos, de que há o envolvimento deles em algum crime”.
A reportagem procurou a Polícia Civil para confirmar o número de corpos identificados e a ausência de uma listagem pública, mas ainda não recebeu resposta.
A comitiva de parlamentares também cobrou que os familiares possam ver os corpos antes do recolhimento pelas funerárias, como explicou a deputada federal Jandira Feghali.
“O que mais nos chamou a atenção foi a história de um casal que teve o filho decapitado, cuja cabeça foi encontrada em cima de uma árvore e eles não estavam conseguindo entrar para reconhecer o corpo. Isso é um direito constitucional. O argumento dito é que o problema é de espaço físico e que a perícia é técnica, e que a identificação é por papiloscopia, por DNA ou por radiografia ortodôntica e a família só vai ver quando sair no caixão. Mas nós apelamos porque a dor das famílias é muito grande”, disse a parlamentar.
Força-tarefa
As pessoas que foram mortas durante a operação deverão ser identificadas até este fim de semana, de acordo com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos. Segundo o secretário, foi montada uma força-tarefa no Instituto Médico-Legal (IML). Os nomes dos 100 já identificados ainda não foram divulgados.
“No IML, foi montada uma força-tarefa para fazer a identificação. Existem processos de identificação: identificação da própria parente, que reconhece a vítima, a pessoa morta; tem o processo da dactiloscopia; e os mais complexos, de DNA e outros tantos. Então, não é fácil, não é rápido, mas a gente acredita que até o final de semana, dentro dessa rotina, a gente consiga fazer a identificação de todos”, afirmou Santos.
O secretário falou com a imprensa em entrevista coletiva, após reunião com parlamentares nesta manhã, no Centro Integrado de Comando e Controle da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ao todo, participaram da reunião dez deputados federais, nove deputados estaduais e quatro vereadores da capital.
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, acrescentou que há muitos mortos que são de outros estados. "A identificação leva mais tempo, justamente porque a gente tem que falar com a polícia técnica desses estados correspondentes, para obter mais dados e ter a identificação precisa desses corpos. Por isso, que está levando um pouco mais de tempo”, afirmou.
Perguntado sobre a divulgação dos nomes dos mortos, Curi disse que uma lista “será divulgada no momento oportuno”.
“No IML, foi montada uma força-tarefa para fazer a identificação. Existem processos de identificação: identificação da própria parente, que reconhece a vítima, a pessoa morta; tem o processo da dactiloscopia; e os mais complexos, de DNA e outros tantos. Então, não é fácil, não é rápido, mas a gente acredita que até o final de semana, dentro dessa rotina, a gente consiga fazer a identificação de todos”, afirmou Santos.
O secretário falou com a imprensa em entrevista coletiva, após reunião com parlamentares nesta manhã, no Centro Integrado de Comando e Controle da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ao todo, participaram da reunião dez deputados federais, nove deputados estaduais e quatro vereadores da capital.
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, acrescentou que há muitos mortos que são de outros estados. "A identificação leva mais tempo, justamente porque a gente tem que falar com a polícia técnica desses estados correspondentes, para obter mais dados e ter a identificação precisa desses corpos. Por isso, que está levando um pouco mais de tempo”, afirmou.
Perguntado sobre a divulgação dos nomes dos mortos, Curi disse que uma lista “será divulgada no momento oportuno”.
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