Publicado 10/11/2025 13:42
Rio - A família do professor universitário aposentado Antonio Petraglia, de 70 anos, sofre há um mês sem notícias de seu paradeiro. O idoso desapareceu depois de entrar na trilha do Pão de Açúcar, na Urca, Zona Sul, em 12 de outubro. Após um intenso trabalho do Corpo de Bombeiros, tanto pela mata quanto pela água, um grupo de voluntários ampliou as buscas por abrigos e locais de distribuição de comida, principalmente na região do Centro do Rio.
PublicidadeDiagnosticado com mal de Alzheimer desde 2023, Antonio fazia caminhadas frequentes por recomendações médicas. Os exercícios eram monitorados pela família por meio do dispositivo de rastreamento AirTag, da Apple, que ficava na carteira dele.
Ao DIA, Pedro Petraglia, filho de Antonio, contou que o dispositivo perdeu o sinal depois que o idoso entrou na trilha do Pão de Açúcar. A última localização compartilhada, por volta das 17h30, no entanto, não é exata, o que dificultou o trabalho de buscas.
“A gente descobriu que o AirTag não funciona bem na região do Morro da Urca, o que acabou prejudicando de conseguir encontrar ele com mais precisão, porque assim que a gente chegou lá, passamos o celular para os bombeiros. Se conseguisse ver a localização exata, teria sido achado naquele momento”, disse.
Quatro dias depois, em meio a um intenso trabalho de buscas, uma nova esperança surgiu: o dispositivo atualizou para uma nova localização. No dia 16 de outubro, o AirTag, que funciona quando um iPhone se aproxima do aparelho, apontou que Antonio estaria na mureta da Urca.
“A notificação apareceu às 10h no celular da minha mãe. Mostrou como se ele estivesse na mureta da Urca às 8h53. Assim que notificou, a gente foi com os bombeiros, mas chegando lá não tinha nada. Nesse momento, acreditamos que essa localização tenha sido um erro”, detalhou.
Segundo Pedro, o Corpo de Bombeiros chegou a ficar uma semana fazendo buscas detalhadas na mata e na água, já que a trilha fica próxima ao costão do Morro da Urca. “Eles levaram drones, helicópteros com câmeras térmicas, cinco cães diferentes, três de faro de humano e dois de cadáver, percorreram todas as trilhas que tem lá por dentro, desceram alpinistas em pontos de queda…foi uma busca muito grande”, disse.
A família também conversou com montanhistas experientes da região, que garantem que Antonio não está na mata. Um novo mutirão será feito por um montanhista voluntário.
“A gente está nessa expectativa de não saber o que aconteceu. A gente não tem nenhum indício. Nenhum pertence dele foi encontrado. A gente não sabe se ele acabou se acidentando, caiu no mar ou se saiu da trilha por vias alternativas, porque a gente viu pelas câmeras que ele não saiu. O portão fecha, então, de repente, ele procurou uma maneira alternativa de sair, seja pelas pedras na Praia Vermelha, por trás do morro, em trilhas um pouco mais fechadas… a gente não descarta também a possibilidade de que ele tenha sido ajudado por alguém, talvez um pescador com um barco. Existem inúmeras possibilidades”, avaliou Pedro.
Grupo de voluntários procura pelas ruas do Rio
Além das buscas na região da trilha do Pão de Açúcar, um grupo de voluntários se mobilizou nas buscas por Antonio, que foi professor de engenharia eletrônica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) por 40 anos.
De acordo com Pedro, cerca de 300 pessoas fazem parte do grupo e cerca de 50 a 100 participam ativamente das buscas, que atualmente se concentram na região do Centro do Rio, principalmente na Lapa.
“A gente tenta colocar uma pessoa em cada ponto de distribuição de comida. A ideia é tentar ver se alguém pode ter avistado ele e conseguir uma imagem dele. Recentemente, tiveram relatos de avistamento em Laranjeiras, na Zona Sul, mas conseguimos ver uma câmera e não era, era um outro senhor parecido. A gente tem buscado mais na Lapa depois de ter tido um suposto avistamento, por umas freiras de um convento que distribui alimentação. Elas afirmaram com muita certeza de que era ele. Isso, que foi ainda na segunda semana, trouxe mais esperança”, explicou.
Ao DIA, Pedro Petraglia, filho de Antonio, contou que o dispositivo perdeu o sinal depois que o idoso entrou na trilha do Pão de Açúcar. A última localização compartilhada, por volta das 17h30, no entanto, não é exata, o que dificultou o trabalho de buscas.
“A gente descobriu que o AirTag não funciona bem na região do Morro da Urca, o que acabou prejudicando de conseguir encontrar ele com mais precisão, porque assim que a gente chegou lá, passamos o celular para os bombeiros. Se conseguisse ver a localização exata, teria sido achado naquele momento”, disse.
Quatro dias depois, em meio a um intenso trabalho de buscas, uma nova esperança surgiu: o dispositivo atualizou para uma nova localização. No dia 16 de outubro, o AirTag, que funciona quando um iPhone se aproxima do aparelho, apontou que Antonio estaria na mureta da Urca.
“A notificação apareceu às 10h no celular da minha mãe. Mostrou como se ele estivesse na mureta da Urca às 8h53. Assim que notificou, a gente foi com os bombeiros, mas chegando lá não tinha nada. Nesse momento, acreditamos que essa localização tenha sido um erro”, detalhou.
Segundo Pedro, o Corpo de Bombeiros chegou a ficar uma semana fazendo buscas detalhadas na mata e na água, já que a trilha fica próxima ao costão do Morro da Urca. “Eles levaram drones, helicópteros com câmeras térmicas, cinco cães diferentes, três de faro de humano e dois de cadáver, percorreram todas as trilhas que tem lá por dentro, desceram alpinistas em pontos de queda…foi uma busca muito grande”, disse.
A família também conversou com montanhistas experientes da região, que garantem que Antonio não está na mata. Um novo mutirão será feito por um montanhista voluntário.
“A gente está nessa expectativa de não saber o que aconteceu. A gente não tem nenhum indício. Nenhum pertence dele foi encontrado. A gente não sabe se ele acabou se acidentando, caiu no mar ou se saiu da trilha por vias alternativas, porque a gente viu pelas câmeras que ele não saiu. O portão fecha, então, de repente, ele procurou uma maneira alternativa de sair, seja pelas pedras na Praia Vermelha, por trás do morro, em trilhas um pouco mais fechadas… a gente não descarta também a possibilidade de que ele tenha sido ajudado por alguém, talvez um pescador com um barco. Existem inúmeras possibilidades”, avaliou Pedro.
Grupo de voluntários procura pelas ruas do Rio
Além das buscas na região da trilha do Pão de Açúcar, um grupo de voluntários se mobilizou nas buscas por Antonio, que foi professor de engenharia eletrônica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) por 40 anos.
De acordo com Pedro, cerca de 300 pessoas fazem parte do grupo e cerca de 50 a 100 participam ativamente das buscas, que atualmente se concentram na região do Centro do Rio, principalmente na Lapa.
“A gente tenta colocar uma pessoa em cada ponto de distribuição de comida. A ideia é tentar ver se alguém pode ter avistado ele e conseguir uma imagem dele. Recentemente, tiveram relatos de avistamento em Laranjeiras, na Zona Sul, mas conseguimos ver uma câmera e não era, era um outro senhor parecido. A gente tem buscado mais na Lapa depois de ter tido um suposto avistamento, por umas freiras de um convento que distribui alimentação. Elas afirmaram com muita certeza de que era ele. Isso, que foi ainda na segunda semana, trouxe mais esperança”, explicou.
O grupo também percorre hospitais, UPAs, abrigos e unidades do serviço social da Prefeitura, tanto no Rio quanto em Niterói, buscando verificar se o professor pode ter sido acolhido como pessoa em situação de vulnerabilidade.
‘Ele subiu a trilha incentivando as pessoas’
Segundo Pedro, Antonio é uma pessoa muito comunicativa. Embora tenha sido diagnosticado com mal de Alzheimer em 2023, a doença não é agressiva no caso dele. O filho do professor, no entanto, não sabe como o pai pode estar sem os remédios controlados.
“Ele sempre foi de falar com todo mundo. Gosta de conversar com as pessoas. Ele é de pedir ajuda e gosta dessa interação. Um dos relatos de testemunhas que viram ele ali na trilha, diz que ele subiu a trilha incentivando as pessoas a vir junto com ele, a subir a trilha também. Ele é de puxar assunto, de querer estar junto. Mas a gente não sabe como ele estaria nesse momento, se sofreu algum tipo de trauma, como é que pode reagir sem remédio. Mas ele é dessa maneira, muito conversativo, bom astral. É uma boa pessoa”, contou.
Antonio é casado com Mariane Petraglia, com quem tem dois filhos, Pedro, de 27 anos, e outro de 33. Em algumas das fotos divulgadas pela família, o idoso ainda aparece com um cachorro no colo. Segundo Pedro, o animalzinho era muito apegado ao tutor.
“Meus pais têm dois cachorros e ele gostava muito, principalmente do branco que aparece nas fotos. Ele saía para passear com ele e, acho que por conta do Alzheimer, ele tinha um apego muito grande pelo pelos cachorros, que sentem falta dele. O que era mais apegado a ele volta e meia fica quieto no canto, às vezes chorando, não quer sair para passear… ele sente que está faltando né alguém”, lamentou.
Os dias sem respostas são angustiantes para a família, que apesar de tudo tenta manter a esperança acesa. “Estamos bem apreensivos. Estamos vivendo todos os dias por conta disso. A gente parou os estudos, o trabalho, e estamos atrás de conseguir pelo menos uma resposta do que aconteceu. É difícil continuar a vida sem saber o que aconteceu de fato, se ele está vivo, se ele não está. Até a gente ter algum tipo de indício, alguma resposta, vai ser difícil retomar a vida.”
‘Ele subiu a trilha incentivando as pessoas’
Segundo Pedro, Antonio é uma pessoa muito comunicativa. Embora tenha sido diagnosticado com mal de Alzheimer em 2023, a doença não é agressiva no caso dele. O filho do professor, no entanto, não sabe como o pai pode estar sem os remédios controlados.
“Ele sempre foi de falar com todo mundo. Gosta de conversar com as pessoas. Ele é de pedir ajuda e gosta dessa interação. Um dos relatos de testemunhas que viram ele ali na trilha, diz que ele subiu a trilha incentivando as pessoas a vir junto com ele, a subir a trilha também. Ele é de puxar assunto, de querer estar junto. Mas a gente não sabe como ele estaria nesse momento, se sofreu algum tipo de trauma, como é que pode reagir sem remédio. Mas ele é dessa maneira, muito conversativo, bom astral. É uma boa pessoa”, contou.
Antonio é casado com Mariane Petraglia, com quem tem dois filhos, Pedro, de 27 anos, e outro de 33. Em algumas das fotos divulgadas pela família, o idoso ainda aparece com um cachorro no colo. Segundo Pedro, o animalzinho era muito apegado ao tutor.
“Meus pais têm dois cachorros e ele gostava muito, principalmente do branco que aparece nas fotos. Ele saía para passear com ele e, acho que por conta do Alzheimer, ele tinha um apego muito grande pelo pelos cachorros, que sentem falta dele. O que era mais apegado a ele volta e meia fica quieto no canto, às vezes chorando, não quer sair para passear… ele sente que está faltando né alguém”, lamentou.
Os dias sem respostas são angustiantes para a família, que apesar de tudo tenta manter a esperança acesa. “Estamos bem apreensivos. Estamos vivendo todos os dias por conta disso. A gente parou os estudos, o trabalho, e estamos atrás de conseguir pelo menos uma resposta do que aconteceu. É difícil continuar a vida sem saber o que aconteceu de fato, se ele está vivo, se ele não está. Até a gente ter algum tipo de indício, alguma resposta, vai ser difícil retomar a vida.”
Polícia continua o trabalho de buscas
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que ainda está no caso, realizando buscas por Antônio por meio da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).
"Com o apoio do Corpo de Bombeiros e do Serviço Aeropolicial (Saer) da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), foram feitas buscas na Urca, Zona Sul do Rio, nas proximidades de onde ele desapareceu. Testemunhas foram ouvidas, inclusive um homem que encontrou com Antonio na trilha do Morro da Urca. Imagens de câmeras de segurança foram analisadas, bem como informações do dispositivo de rastreio que ele utilizava. Além disso, os agentes também checaram rumores de que o professor teria sido visto no Centro do Rio, mas os mesmos se comprovaram falsos, uma vez que se tratava de outra pessoa com características semelhantes", informou a corporação.
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