Publicado 20/11/2025 11:40 | Atualizado 21/11/2025 10:26
Rio- No Dia da Conscieência Negra, nesta quinta-feira (20), a prefeitura do Rio lançou o projeto "Praça Onze Maravilha", um conjunto de ações que vai transformar a região e o entorno do Sambódromo, no Centro. O projeto inclui a demolição do Viaduto 31 de Março, área verde, nova iluminação, biblioteca e a implantação de um mergulhão para facilitar o deslocamento da população. A cerimônia ocorreu na quadra da Escola de Samba Estácio de Sá.
PublicidadeA medida, segundo o município, reafirma a estratégia de transformar o espaço urbano a partir da valorização de territórios marcados pela memória afro-brasileira. A reconstrução amplia esse corredor cultural que reúne o Cais do Valongo, a Pedra do Sal, a Praça Onze e o Sambódromo, fortalecendo o eixo de patrimônio, cultural, mobilidade e desenvolvimento urbano.
Participaram do lançamento o prefeito Eduardo Paes, do vice Eduardo Cavaliere, além dos dos arquitetos Marcos Damon, responsável pelo Centro Cultural Rio-Áfricas; Duda Porto, que assina o Parque do Porto; e Francis Kéré, à frente da Biblioteca dos Saberes.
Na sequência, o evento teve a participação da bateria da agremiação, fazendo o trajeto que passou por dentro do Sambódromo. Ao chegar no Calouste Gulbenkian, os representantes encontraram com a concentração do tradicional Cortejo da Tia Ciata, onde aconteceu uma troca das baterias, que saiu do local, passando pela Avenida Presidente Vargas, em direção ao Monumento Zumbi dos Palmares.
Na sequência, o evento teve a participação da bateria da agremiação, fazendo o trajeto que passou por dentro do Sambódromo. Ao chegar no Calouste Gulbenkian, os representantes encontraram com a concentração do tradicional Cortejo da Tia Ciata, onde aconteceu uma troca das baterias, que saiu do local, passando pela Avenida Presidente Vargas, em direção ao Monumento Zumbi dos Palmares.
A chegada do Cortejo da Tia Ciata ao Monumento Zumbi representa o encontro de dois personagens emblemáticos da cultura negra brasileira, separados pelo tempo e unidos pela região da Praça Onze, área simbólica da resistência cultural e étnica cariocas. Tia Ciata foi uma Iyá Kékeré (Mãe Pequena) conhecida também por seus quitutes e pelos encontros musicais e culturais promovidos em sua casa próxima à praça.
Antes mesmo da apresentação, Paes comemorou as mudanças através das redes sociais: "Ela vai renascer... vem aí a Praça XI Maravilha! O berço do samba e da alma cosmopolita do Rio de Janeiro será devolvido aos cariocas!", disse.
Entenda as mudanças
O investimento estimado é de R$ 1,75 bilhão, com financiamento totalmente privado. O objetivo é recuperar uma área fundamental na história da cidade. A ação é inspirada no Porto Maravilha e faz parte do projeto de revitalização do Centro.
A transformação irá começar pela demolição do Viaduto 31 de Março, que vai permitir reconectar o Centro, o Estácio e o Catumbi. Haverá ainda a abertura de novas vias e a implantação de um mergulhão entre as ruas Frei Caneca e Salvador de Sá, com a criação de uma praça sobre a estrutura. A intervenção facilita os acessos entre os bairros e simplifica os deslocamentos na região.
No entorno da Marquês de Sapucaí, as calçadas serão mais largas e permeáveis, com melhorias na drenagem, nova iluminação e mais áreas verdes. O Sambódromo permanece preservado em sua estrutura, porém com acessos modernizados e suporte logístico mais eficiente, tanto no período do Carnaval quanto no dia a dia.
Áreas, hoje, subutilizadas serão ocupadas por novas unidades residenciais, com comércio e serviços no térreo. A expectativa é de 40 mil novas unidades residenciais e 100 mil novos moradores na região.
Outra novidade é a Biblioteca dos Saberes, projetada por Francis Kéré, vencedor do Prêmio Pritzker, que será um dos principais equipamentos culturais do Rio nas próximas décadas. Com mais de 40 mil metros quadrados, o edifício terá cobogós, pilotis e jardins suspensos que conferem leveza a uma arquitetura de escala monumental. O local terá o dobro da área do Museu do Amanhã.
Biblioteca dos Saberes
O espaço será dedicado à memória, ao conhecimento, às expressões populares e à biodiversidade, reunindo teatro, anfiteatro, cozinhas, salas de estudo e áreas expositivas. No centro do edifício, uma torre circular de quatro andares aberta à luz natural simboliza a universalidade do conhecimento. Inspirada no manto Tupinambá e nas árvores da vida, a torre reforça que cultura e saber são instrumentos de transformação e pertencimento.
A Biblioteca integrará acervos de iniciativas, como o Museu de Imagens do Povo, e adotará modelos de mediação cultural inspirados em experiências internacionais, como o V&A East Museum, em Londres. O local escolhido, o Terreirão do Samba, ao lado do monumento a Zumbi dos Palmares, está no coração da Pequena África, território onde nasceu o samba e a identidade cultural da cidade. Construir ali a Biblioteca dos Sabres reafirma que o patrimônio intelectual do Rio também nasce da cultura popular e das ruas.
A Biblioteca dos Saberes é o principal legado do Rio Capital Mundial do Livro e tem como objetivo fundamentar o processo de democratização do livro e da bibliodiversidade na cidade do Rio de Janeiro. Coordena a integração entre bibliotecas públicas e comunitárias, das melhores práticas em urbanismo e infraestrutura à composição dos acervos da cidade.
No entorno da Marquês de Sapucaí, as calçadas serão mais largas e permeáveis, com melhorias na drenagem, nova iluminação e mais áreas verdes. O Sambódromo permanece preservado em sua estrutura, porém com acessos modernizados e suporte logístico mais eficiente, tanto no período do Carnaval quanto no dia a dia.
Áreas, hoje, subutilizadas serão ocupadas por novas unidades residenciais, com comércio e serviços no térreo. A expectativa é de 40 mil novas unidades residenciais e 100 mil novos moradores na região.
Outra novidade é a Biblioteca dos Saberes, projetada por Francis Kéré, vencedor do Prêmio Pritzker, que será um dos principais equipamentos culturais do Rio nas próximas décadas. Com mais de 40 mil metros quadrados, o edifício terá cobogós, pilotis e jardins suspensos que conferem leveza a uma arquitetura de escala monumental. O local terá o dobro da área do Museu do Amanhã.
Biblioteca dos Saberes
O espaço será dedicado à memória, ao conhecimento, às expressões populares e à biodiversidade, reunindo teatro, anfiteatro, cozinhas, salas de estudo e áreas expositivas. No centro do edifício, uma torre circular de quatro andares aberta à luz natural simboliza a universalidade do conhecimento. Inspirada no manto Tupinambá e nas árvores da vida, a torre reforça que cultura e saber são instrumentos de transformação e pertencimento.
A Biblioteca integrará acervos de iniciativas, como o Museu de Imagens do Povo, e adotará modelos de mediação cultural inspirados em experiências internacionais, como o V&A East Museum, em Londres. O local escolhido, o Terreirão do Samba, ao lado do monumento a Zumbi dos Palmares, está no coração da Pequena África, território onde nasceu o samba e a identidade cultural da cidade. Construir ali a Biblioteca dos Sabres reafirma que o patrimônio intelectual do Rio também nasce da cultura popular e das ruas.
A Biblioteca dos Saberes é o principal legado do Rio Capital Mundial do Livro e tem como objetivo fundamentar o processo de democratização do livro e da bibliodiversidade na cidade do Rio de Janeiro. Coordena a integração entre bibliotecas públicas e comunitárias, das melhores práticas em urbanismo e infraestrutura à composição dos acervos da cidade.
Ilha flutuante do Parque do Porto
O projeto se conecta ao processo de revitalização da Zona Portuária do Rio, iniciado em 2009, quando foi aprovada a lei criando o Porto Maravilha.
Com as novas mudanças, região vai ganhar a primeira ilha flutuante do Parque do Porto, projeto anunciado no ano passado e que começa a ganhar forma.
A primeira ilha flutuante será construída próximo ao Museu do Amanhã, com uma área total de mais de 16,8 mil metros quadrados, e terá praça gastronômica com restaurantes, quiosques e lojas na área central, uma arena de eventos, um jardim escultório, um parque lúdico, uma marina e um deck flutuante.
Modelo de viabilidade econômica
Para viabilizar as intervenções, a Prefeitura enviará, na próxima segunda-feira (24), um Projeto de Lei à Câmara de Vereadores, que propõe a criação da Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) Praça Onze Maravilha. A nova área, de 2,5 milhões de metros quadrados, engloba ruas dos bairros Catumbi, Estácio, Cidade Nova e Praça XI, como Rua Frei Caneca, Rua dos Inválidos, Av. Paulo de Frontin, Praça da República, Praça da Cruz Vermelha e Av. Presidente Vargas.
A lei da AEIU traz regras urbanísticas específicas para a região, como gabarito e taxa de ocupação, para permitir a construção dos residenciais e a oferta de serviços para os novos moradores. Somente na Praça Onze Maravilha, serão construídas 37,5 mil unidades residenciais nos próximos 25 anos, com a expectativa de atrair mais de cem mil moradores.
Os investimentos privados serão realizados por meio de contratos de concessão e Parcerias Público-Privadas (PPPs), que misturam diferentes instrumentos, como potencial construtivo e pagamento de outorga onerosa. Além disso, o Município irá criar um fundo imobiliário com imóveis e terrenos públicos que poderão ser utilizados na operação.
A proposta será discutida em audiência pública ainda neste ano, e o projeto de lei será enviado à Câmara Municipal até dezembro.
Com as novas mudanças, região vai ganhar a primeira ilha flutuante do Parque do Porto, projeto anunciado no ano passado e que começa a ganhar forma.
A primeira ilha flutuante será construída próximo ao Museu do Amanhã, com uma área total de mais de 16,8 mil metros quadrados, e terá praça gastronômica com restaurantes, quiosques e lojas na área central, uma arena de eventos, um jardim escultório, um parque lúdico, uma marina e um deck flutuante.
Modelo de viabilidade econômica
Para viabilizar as intervenções, a Prefeitura enviará, na próxima segunda-feira (24), um Projeto de Lei à Câmara de Vereadores, que propõe a criação da Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) Praça Onze Maravilha. A nova área, de 2,5 milhões de metros quadrados, engloba ruas dos bairros Catumbi, Estácio, Cidade Nova e Praça XI, como Rua Frei Caneca, Rua dos Inválidos, Av. Paulo de Frontin, Praça da República, Praça da Cruz Vermelha e Av. Presidente Vargas.
A lei da AEIU traz regras urbanísticas específicas para a região, como gabarito e taxa de ocupação, para permitir a construção dos residenciais e a oferta de serviços para os novos moradores. Somente na Praça Onze Maravilha, serão construídas 37,5 mil unidades residenciais nos próximos 25 anos, com a expectativa de atrair mais de cem mil moradores.
Os investimentos privados serão realizados por meio de contratos de concessão e Parcerias Público-Privadas (PPPs), que misturam diferentes instrumentos, como potencial construtivo e pagamento de outorga onerosa. Além disso, o Município irá criar um fundo imobiliário com imóveis e terrenos públicos que poderão ser utilizados na operação.
A proposta será discutida em audiência pública ainda neste ano, e o projeto de lei será enviado à Câmara Municipal até dezembro.
*Matéria de Rodrigo Bresani e Ana Fernanda Freire
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