Um comboio da Polícia Civil saiu até o cemitério em homenagem ao agenteReprodução
Publicado 23/11/2025 14:36
Rio - O sepultamento do policial civil Rodrigo Vasconcellos Nascimento, 35 anos, ferido na megaoperação dos complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte, aconteceu na tarde deste domingo (23), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. O agente morreu na sexta-feira (21), no Hospital Copa d'Or, após mais de 20 dias internado.

Em homenagem, diversas viaturas da corporação saíram em comboio da Cidade da Polícia até o cemitério. Nas redes sociais, o filho de Rodrigo lamentou o caso: "Hoje perdi meu herói, que era apaixonado pela Polícia Civil, passava o dia ouvindo comigo o hino 'gloriosa Polícia Civil", disse.
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Veja o vídeo:

Ainda nas redes sociais, o filho do policial publicou uma série de fotos e agradeceu aos ensinamentos passados pelo pai. "Eu tenho certeza que eu tive o melhor pai do mundo. O homem que eu estou me tornando hoje, é porque você esteve do meu lado e nunca soltou a minha mão, eu aprendi a ser forte com vc. Eu te amo muito mais do que você imaginava, e vou te amar pra sempre, tudo pela frente eu farei por você. Ainda vou te dar muito orgulho", contou em um trecho.

Rodrigo foi baleado no alto da Serra da Misericórdia no dia 28 de outubro. Ele chegou a receber doações de sangue durante o período em que ficou internado.

A megaoperação, considerada a mais letal da história, deixou outros quatro policiais mortos. São eles: os sargentos do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, e Heber Carvalho da Fonseca, 39; e os policiais civis Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51, conhecido como Máskara, e Rodrigo Velloso Cabral, de 34.

Além disso, 117 suspeitos morreram em confronto. Desse número, 40 vieram de outros estados, como Espírito Santo, Goiás, Bahia, Amazonas e Pará.
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