Agentes encontraram uma fábrica clandestina no mesmo endereço da lojaDivulgação
Publicado 05/12/2025 16:44
Rio - Mais de 14 toneladas de produtos com indícios de falsificação foram apreendidas, na quinta-feira (4), em uma fábrica em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. De acordo com o Procon-RJ, que participou da Operação Malha Fina, essa é a maior apreensão de materiais piratas já registrada no estado do Rio.
Publicidade
O estabelecimento produzia peças de marcas nacionais e internacionais, além de itens do Flamengo. Após denúncias, o Procon-RJ e a Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor (Sedcon) passaram a monitorar uma loja que vendia produtos de marcas famosas, como Nike, Adidas, Gucci e Louis Vuitton, com indícios de falsificação.
Durante a fiscalização, com apoio das polícias Civil e Militar, os agentes descobriram que, no mesmo endereço, funcionava uma fábrica clandestina responsável pela produção de peças falsificadas. Com isso, o espaço foi interditado e o responsável conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
Das 14,5 toneladas apreendidas, 2,7 toneladas eram peças do Flamengo. Todo o material passou por análise técnica de representantes oficiais das marcas, que confirmaram as falsificações.
Na terça-feira (2), a Operação Malha Fina apreendeu 11,8 toneladas de produtos falsificados, entre roupas, calçados, acessórios e perfumes, em um estabelecimento na Taquara, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Segundo dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria, pirataria, contrabando e falsificação provocaram um prejuízo estimado em meio trilhão de reais ao país em 2024. Entre os setores mais afetados estão o de vestuário, com perdas de R$ 87,3 bilhões, e o de bebidas alcoólicas, que registrou R$ 85,2 bilhões em danos econômicos. O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, ressalta o risco direto à população.
"A falsificação vai muito além da violação de propriedade intelectual. Enquanto as marcas seguem rigorosos padrões de qualidade, as peças apreendidas não passam por qualquer controle, e isso expõe o consumidor a riscos reais. Quem fabrica ou comercializa itens falsificados precisa entender que não há espaço para a ilegalidade no nosso estado. Seguiremos firmes, interditando fábricas clandestinas, intensificando as fiscalizações e responsabilizando quem tenta enganar a população", afirmou Fonseca.
Leia mais