Publicado 05/12/2025 18:19 | Atualizado 05/12/2025 21:33
Rio - O Ministério Público do Rio (MPRJ) enviou à Justiça um vídeo que mostra o momento exato em que um policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) dispara contra Herus Guimarães Mendes da Conceição, de 23 anos, durante uma festa junina no Morro do Santo Amaro. Ao DIA, o pai do jovem, Fernando Guimarães, afirmou que não teve coragem de assistir às imagens.
"Eu e minha mulher pedimos para não ver. Ainda não temos coragem de ver os últimos instantes de vida do nosso filho", desabafou Fernando.
O vídeo foi anexado à denúncia contra os dois PMs do Bope, Daniel Sousa da Silva, que efetuou os disparos, e Felippe Carlos de Souza Martins. Eles foram denunciados por homicídio qualificado. As imagens são da câmera corporal utilizada pelo agente Daniel. No material, é possível ver que Herus foi atingido em um dos becos da comunidade, durante a festa junina.
Publicidade"Eu e minha mulher pedimos para não ver. Ainda não temos coragem de ver os últimos instantes de vida do nosso filho", desabafou Fernando.
O vídeo foi anexado à denúncia contra os dois PMs do Bope, Daniel Sousa da Silva, que efetuou os disparos, e Felippe Carlos de Souza Martins. Eles foram denunciados por homicídio qualificado. As imagens são da câmera corporal utilizada pelo agente Daniel. No material, é possível ver que Herus foi atingido em um dos becos da comunidade, durante a festa junina.
Civil diz que policiais agiram em legítima defesa
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) concluiu no inquérito que o policial que fez os disparos agiu em legítima defesa putativa, quando o agente acredita estar em uma situação de risco, o que não ocorreu de fato.
No documento, a especializada afirma que o agente estava em meio a "um cenário de tiros, correria e ataque pesado com armamento de guerra por parte de traficantes". A corporação ainda destacou que laudos e imagens de câmeras corporais comprovaram que "não houve excesso ou ilegalidade na conduta policial".
O que dizem as defesas dos policiais
Em nota, a defesa do agente Daniel disse que "os policiais já tinham informações de que traficantes estavam naquele local. Ao chegar à comunidade, foram fortemente atacados pelos criminosos. Não restou ao policial alternativa senão se defender e proteger sua patrulha", diz um trecho da nota. Em seguinda, a defesa completa: "O Ponta 1 [Daniel] jamais teve a intenção de matar; ele apenas reagiu para defender a própria vida e a de sua patrulha", explicou o advogado de defesa, Patrick Berriel.
Já a defesa do tenente Felipe afirma que ele tinha uma determinação legal a cumprir e "agiu dentro da absoluta legalidade". "O tenente adotou todas as cautelas necessárias, inclusive entrando pela lateral do local, que se chama 'escadaria'. O tenente possuía uma missão claramente definida e a conduziu observando todos os protocolos de segurança", afirma o advogado Patrick Berriel, que também defende Felipe.
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