Publicado 12/12/2025 15:34 | Atualizado 16/12/2025 10:12
Rio – A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconserva) concluiu, nesta sexta-feira (12), a demolição total do casarão da Rua Tavares Bastos, no Catete, Zona Sul, que desabou na segunda-feira (8) e deixou 24 pessoas feridas. Para remover os escombros, a Comlurb precisou realizar oito viagens com caminhões basculantes.
A demolição havia começado na terça-feira (9). Segundo a Defesa Civil Municipal, após o término da operação, os imóveis vizinhos serão vistoriados para garantir a segurança da área.
Devido aos trabalhos, uma faixa da Rua Tavares Bastos permanece interditada para atuação das equipes da Seconserva, Comlurb e Light, conforme informou o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura (COR-Rio).
PublicidadeA demolição havia começado na terça-feira (9). Segundo a Defesa Civil Municipal, após o término da operação, os imóveis vizinhos serão vistoriados para garantir a segurança da área.
Devido aos trabalhos, uma faixa da Rua Tavares Bastos permanece interditada para atuação das equipes da Seconserva, Comlurb e Light, conforme informou o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura (COR-Rio).
O desabamento mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Guarda Municipal e diversos órgãos municipais para resgate e atendimento aos moradores. Técnicos da Secretaria de Habitação e da Secretaria Municipal de Assistência Social também estiveram no local para prestar apoio.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) ressaltou que o casarão havia sido notificado em 2016. O proprietário também foi intimado e multado. A pasta afirmou ainda que está realizando uma força-tarefa de vistorias em imóveis históricos: mais de 4 mil construções já foram avaliadas desde o início da ação no Centro do Rio.
Morador perdeu tudo e pede auxílio
Marcelo da Silva, de 59 anos, vivia no casarão desde a infância. Ele contou ao Dia que permaneceu no imóvel mesmo após a interdição, por não ter outro lugar para morar.
“Eu moro aqui desde os 9 anos de idade. Vivi minha vida inteira dentro daquele casarão. Mesmo com a interdição da Prefeitura, continuei morando lá porque não tinha para onde ir”, relatou.
Na madrugada do desabamento, Marcelo conseguiu sair apenas com a roupa do corpo. “Perdi tudo. Agora estou morando de favor na casa de um conhecido. Preciso do auxílio habitacional, não tenho condições de pagar nada sozinho", disse.
Ele também afirmou que perdeu todos os documentos e precisa de ajuda para regularizar o CadÚnico. “Sem isso, não consigo solicitar nada. Os assistentes sociais ofereceram atendimento psicológico, mas eu preciso de ajuda com os meus benefícios”, completou.
Assistência às famílias
A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) informou que 22 famílias receberam o auxílio emergencial de R$ 250 do cartão Protege Suas, previsto pelo Decreto nº 5.743/2022 e pela Resolução SMAS nº 134/2022. O benefício é destinado a famílias afetadas por desastres e permite a compra de alimentos, materiais de limpeza e itens de higiene.
Para as famílias desalojadas, o atendimento está sendo feito no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Padre Veloso, na Rua São Clemente, 312, em Botafogo. No local é possível obter informações sobre documentação e realizar inscrição ou atualização do CadÚnico. Caso haja necessidade, o atendimento também pode ser solicitado no Cras Maria Lina de Castro Lima, na Rua São Salvador, 56, em Laranjeiras.
A Secretaria Municipal de Habitação informou, por meio de nota, que oito moradores do casarão foram cadastrados e considerados aptos a receber o Auxílio Habitacional Temporário (AHT), por não terem outro local de moradia. Os processos de pagamento do benefício estão em tramitação.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) ressaltou que o casarão havia sido notificado em 2016. O proprietário também foi intimado e multado. A pasta afirmou ainda que está realizando uma força-tarefa de vistorias em imóveis históricos: mais de 4 mil construções já foram avaliadas desde o início da ação no Centro do Rio.
Morador perdeu tudo e pede auxílio
Marcelo da Silva, de 59 anos, vivia no casarão desde a infância. Ele contou ao Dia que permaneceu no imóvel mesmo após a interdição, por não ter outro lugar para morar.
“Eu moro aqui desde os 9 anos de idade. Vivi minha vida inteira dentro daquele casarão. Mesmo com a interdição da Prefeitura, continuei morando lá porque não tinha para onde ir”, relatou.
Na madrugada do desabamento, Marcelo conseguiu sair apenas com a roupa do corpo. “Perdi tudo. Agora estou morando de favor na casa de um conhecido. Preciso do auxílio habitacional, não tenho condições de pagar nada sozinho", disse.
Ele também afirmou que perdeu todos os documentos e precisa de ajuda para regularizar o CadÚnico. “Sem isso, não consigo solicitar nada. Os assistentes sociais ofereceram atendimento psicológico, mas eu preciso de ajuda com os meus benefícios”, completou.
Assistência às famílias
A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) informou que 22 famílias receberam o auxílio emergencial de R$ 250 do cartão Protege Suas, previsto pelo Decreto nº 5.743/2022 e pela Resolução SMAS nº 134/2022. O benefício é destinado a famílias afetadas por desastres e permite a compra de alimentos, materiais de limpeza e itens de higiene.
Para as famílias desalojadas, o atendimento está sendo feito no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Padre Veloso, na Rua São Clemente, 312, em Botafogo. No local é possível obter informações sobre documentação e realizar inscrição ou atualização do CadÚnico. Caso haja necessidade, o atendimento também pode ser solicitado no Cras Maria Lina de Castro Lima, na Rua São Salvador, 56, em Laranjeiras.
A Secretaria Municipal de Habitação informou, por meio de nota, que oito moradores do casarão foram cadastrados e considerados aptos a receber o Auxílio Habitacional Temporário (AHT), por não terem outro local de moradia. Os processos de pagamento do benefício estão em tramitação.
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