Publicado 12/01/2026 22:14
Rio - Um médico da rede municipal de saúde de São Gonçalo, na Região Metropolitana, foi demitido após uma paciente denunciar ter sido vítima de racismo durante um atendimento. O caso aconteceu na quinta-feira (8), na Unidade de Saúde da Família (USF) Jardim Catarina.
PublicidadeA auxiliar de creche Symone Cordeiro, de 57 anos, é paciente bariátrica e precisa realizar exames periódicos. Ela esteve na USF para solicitar exames de sangue, mas, ao entrar no consultório, afirma ter sido tratada de forma grosseira pelo médico. Em um primeiro momento o profissional gritou para que ela abrisse a porta, algo que a surpreendeu, já que todos os pacientes anteriores foram atendidos com a porta fechada.
Em seguida, Symone comentou que estava de férias e que seria um bom momento para fazer a série de exames. O médico, então, teria respondido: "Só porque está de férias não pentea o cabelo?".
Mais tarde, uma enfermeira passou pela porta e chamou a atenção do profissional, lembrando que os atendimentos deveriam ocorrer com a porta fechada. Nesse momento, segundo a denúncia, o médico fez um segundo ataque racista: "Ela mudou o cabelo, olha como ela está bonitinha", disse ele à paciente, referindo-se a uma funcionária do posto, que também tem o cabelo crespo.
Symone reagiu dizendo que gostava do cabelo dela daquele jeito, crespo. Após a série de constrangimentos, deixou o consultório bastante abalada ao perceber que havia sido vítima de racismo. "Me senti constrangida, envergonhada, tive uma crise de ansiedade, comecei a relembrar coisas que já passei em relação à cor da minha pele e do meu cabelo. Eu queria pedir mais exames complementares, como exame de mama. Me senti humilhada, deprimida, com o coração acelerado, chorando muito. Senti que a minha intimidade havia sido invadida", disse Symone em entrevista ao jornal O DIA.
Em seguida, Symone comentou que estava de férias e que seria um bom momento para fazer a série de exames. O médico, então, teria respondido: "Só porque está de férias não pentea o cabelo?".
Mais tarde, uma enfermeira passou pela porta e chamou a atenção do profissional, lembrando que os atendimentos deveriam ocorrer com a porta fechada. Nesse momento, segundo a denúncia, o médico fez um segundo ataque racista: "Ela mudou o cabelo, olha como ela está bonitinha", disse ele à paciente, referindo-se a uma funcionária do posto, que também tem o cabelo crespo.
Symone reagiu dizendo que gostava do cabelo dela daquele jeito, crespo. Após a série de constrangimentos, deixou o consultório bastante abalada ao perceber que havia sido vítima de racismo. "Me senti constrangida, envergonhada, tive uma crise de ansiedade, comecei a relembrar coisas que já passei em relação à cor da minha pele e do meu cabelo. Eu queria pedir mais exames complementares, como exame de mama. Me senti humilhada, deprimida, com o coração acelerado, chorando muito. Senti que a minha intimidade havia sido invadida", disse Symone em entrevista ao jornal O DIA.
Symone denunciou o caso à direção da unidade, que apurou o ocorrido e demitiu o médico imediatamente. Procurada, a Prefeitura de São Gonçalo confirmou a demissão e afirmou não compactuar com casos de racismo. "A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo não compactua com casos de racismo. O profissional foi demitido e há outro médico atendendo na unidade", disse o órgão.
A auxiliar de creche disse que vai registrar a ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) nesta terça-feira (12).
A auxiliar de creche disse que vai registrar a ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) nesta terça-feira (12).
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