Publicado 13/01/2026 16:41 | Atualizado 13/01/2026 19:23
Rio - Estudantes da Universidade Santa Úrsula (USU), em Botafogo, Zona Sul, denunciam cobranças irregulares para renovação da matrícula deste ano, incluindo a exigência de pagamento integral da mensalidade de janeiro para bolsistas. O grupo também expõe que a faculdade estaria gerando dois boletos para o mesmo mês, sem aviso prévio e com prazo de até 48 horas para quitação.
PublicidadeA reportagem de O DIA recebeu dezenas de relatos, sobretudo de bolsistas dos períodos finais da graduação, que afirmam que a mudança ameaça a continuidade dos estudos e pode resultar na perda de bolsas de até 70%.
Uma aluna do 8º período do curso de Psicologia disse que sua bolsa de 70%, vigente desde o ingresso, em 2020, só será aplicada a partir de fevereiro. Além disso, o valor de janeiro teria sofrido um aumento repentino de R$ 1.872,79 para R$ 2.464,21, sem justificativa. "Quando questionei o porquê do valor e como fecharam essa conta, disseram que não sabiam responder e que não poderiam fazer nada por ordens da mantenedora", explica a estudante.
Ela afirma que sempre pôde regularizar a bolsa diretamente na Central de Atendimento, mas neste ano foi informada de que o pedido seria "enviado para análise da mantenedora". Dias depois, recebeu a informação de que um atraso ocorrido há mais de um ano estaria sendo usado como justificativa para a cobrança mais alta, mesmo o débito já tendo sido quitado.
Outra estudante, do 9º período, relata que realizou a renovação dentro do prazo, em 5 de janeiro, mas também foi surpreendida pela exigência de pagamento integral da primeira mensalidade, além da redução da bolsa de 70% para 65%, mudança nunca comunicada oficialmente.
"Foram gerados dois boletos com vencimento para amanhã, sendo um de mais de R$ 2,5 mil e outro com o desconto reduzido. A direção, reitoria e coordenação não esclarecem nada e permanecem em silêncio. Os funcionários dizem que não sabem informar, apenas repetem que foi ordem da mantenedora", se queixa a aluna.
A falta de transparência e de critério também aparecem em outros relatos. Um outro aluno do 8º período diz que a resposta sobre a aplicação da bolsa só veio no mesmo dia em que o pagamento deveria ser feito, com redução de porcentagem e valor integral da mensalidade.
"Quem não pagasse hoje perderia a bolsa de vez. Não houve aviso prévio. Reduziram 5% e ainda exigiram o valor integral de janeiro." Ele afirma que, além do aperto financeiro, há desigualdade entre as decisões: "Alguns não tiveram redução, outros conseguiram desconto, outros não. Não há explicação. Não temos acesso à mantenedora para contestar. Eles estão forçando a saída dos bolsistas para ficar somente com o Prouni."
Ela afirma que sempre pôde regularizar a bolsa diretamente na Central de Atendimento, mas neste ano foi informada de que o pedido seria "enviado para análise da mantenedora". Dias depois, recebeu a informação de que um atraso ocorrido há mais de um ano estaria sendo usado como justificativa para a cobrança mais alta, mesmo o débito já tendo sido quitado.
Outra estudante, do 9º período, relata que realizou a renovação dentro do prazo, em 5 de janeiro, mas também foi surpreendida pela exigência de pagamento integral da primeira mensalidade, além da redução da bolsa de 70% para 65%, mudança nunca comunicada oficialmente.
"Foram gerados dois boletos com vencimento para amanhã, sendo um de mais de R$ 2,5 mil e outro com o desconto reduzido. A direção, reitoria e coordenação não esclarecem nada e permanecem em silêncio. Os funcionários dizem que não sabem informar, apenas repetem que foi ordem da mantenedora", se queixa a aluna.
A falta de transparência e de critério também aparecem em outros relatos. Um outro aluno do 8º período diz que a resposta sobre a aplicação da bolsa só veio no mesmo dia em que o pagamento deveria ser feito, com redução de porcentagem e valor integral da mensalidade.
"Quem não pagasse hoje perderia a bolsa de vez. Não houve aviso prévio. Reduziram 5% e ainda exigiram o valor integral de janeiro." Ele afirma que, além do aperto financeiro, há desigualdade entre as decisões: "Alguns não tiveram redução, outros conseguiram desconto, outros não. Não há explicação. Não temos acesso à mantenedora para contestar. Eles estão forçando a saída dos bolsistas para ficar somente com o Prouni."
Em resposta enviada a estudantes por e-mail, o setor financeiro da universidade afirmou na segunda-feira (12) que a mantenedora deliberou para esse semestre a primeira mensalidade no valor integral e a bolsa para as demais eram 65%. A determinação, segundo os alunos, nunca havia sido adotada antes.
Histórico de decisões polêmicas
Essa não é a primeira vez que a USU adota medidas criticadas pela comunidade acadêmica para tentar equilibrar suas finanças. A instituição acumula dívidas trabalhistas e, em 2024, determinou que os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) fossem feitos obrigatoriamente em dupla ou trio, mesmo entre cursos que tradicionalmente exigem trabalhos individuais.
Na época, alunos afirmaram que a medida visava reduzir custos com banca e orientadores. Agora, bolsistas afirmam que o cenário se repete. Com receio de retaliação dentro da universidade, nenhum dos alunos quis se identificar.
A reportagem procurou a Universidade Santa Úrsula para esclarecimentos sobre as denúncias, os valores cobrados, os critérios para manutenção de bolsas e a ausência de comunicação prévia. Até o momento, não houve resposta.
Histórico de decisões polêmicas
Essa não é a primeira vez que a USU adota medidas criticadas pela comunidade acadêmica para tentar equilibrar suas finanças. A instituição acumula dívidas trabalhistas e, em 2024, determinou que os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) fossem feitos obrigatoriamente em dupla ou trio, mesmo entre cursos que tradicionalmente exigem trabalhos individuais.
Na época, alunos afirmaram que a medida visava reduzir custos com banca e orientadores. Agora, bolsistas afirmam que o cenário se repete. Com receio de retaliação dentro da universidade, nenhum dos alunos quis se identificar.
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