Publicado 13/01/2026 17:10
Rio - O prefeito Eduardo Paes apresentou, nesta terça-feira (13), a nova sede da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas). Com a inauguração do espaço, o número de agentes e especialistas que analisam os dados subiu de 38 para 110, possibilitando maior capacidade de vigilância e desenvolvimento de soluções.
Publicidade"O que fazemos é um conjunto de iniciativas que busca auxiliar o governo do estado, quem tem a responsabilidade de fazer a segurança pública. O município pode ajudar quando estabelece políticas de ordem pública, quando combate construções irregulares e com a Guarda Municipal. Vamos avançar com a Força Municipal. E podemos ajudar com a implantação da Civitas. Num mundo em que a tecnologia serve para praticamente tudo, é inaceitável que não tenhamos a tecnologia para ajudar na segurança pública. Esse é um espaço de auxílio para as polícias Civil e Militar e para o sistema de Justiça. O grande ativo disso aqui é fazer com que o processo de apuração e investigação de crimes possa ter solução no Rio de Janeiro", afirmou o prefeito Eduardo Paes.
O orçamento da Central de Inteligência subiu de R$ 16 milhões para R$ 180 milhões por ano. Desde o início da central, em junho de 2024, a Civitas Rio contava com cerca de 30 agentes operacionais para análise de imagens. A partir desta terça, são 92 pessoas dedicadas exclusivamente à operação. Grande parte da equipe é formada por guardas municipais readaptados. Somados a esses profissionais, estão físicos, matemáticos, cientistas de dados, analistas, desenvolvedores e programadores, núcleo responsável pelo desenvolvimento de estudos, soluções tecnológicas e novas funcionalidades.
A nova sede conta com telões que permitem a visualização completa das funcionalidades da central. Atualmente, a Civitas Rio conta com mais de 10 mil equipamentos de monitoramento, entre câmeras, supercâmeras inteligentes e radares. Até o fim de 2026, a central deve alcançar um total de 6 mil supercâmeras, com objetivo de ampliar a capacidade de leitura de cenas, buscas investigativas criminais, identificação de padrões e geração de alertas em tempo real.
"A Civitas não é só uma central de vigilância. Aqui nós produzimos tecnologia e cruzamos dados para trazer um apoio concreto para as forças de segurança. Hoje, estamos inaugurando dois ambientes que funcionam de forma integrada. De um lado, temos uma sala de situação que funciona 24 horas, sete dias por semana. Nesta sala, todos os recursos tecnológicos e ferramentas são utilizados para identificar veículos envolvidos em crimes, rastrear e monitorar em tempo real. Do outro lado, temos o laboratório de tecnologia, em que os nossos cientistas são focados e dedicados em pensar soluções para desafios de segurança pública da cidade, considerando sempre a especificidade de cada região", explicou o chefe-executivo da Civitas, Davi Carreiro.
A central apoiou em cerca de 3,5 mil casos, incluindo inquéritos, investigações e operações, mediante solicitação oficial das forças de segurança e da Justiça. O apoio envolve análise técnica de dados, reconstrução de histórico de circulação, monitoramento em tempo real de suspeitos, conexões entre crimes, identificação de placas suspeitas e identificação de padrões criminais.
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