Publicado 13/01/2026 18:41 | Atualizado 13/01/2026 19:15
Rio - O padre José Luciano Jacques Penido morreu aos 103 anos na Igreja de Santo Afonso, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, no início da noite de sexta-feira (9). Por volta das 18h, o religioso passou mal e faleceu no momento em que rezava Ave Maria com outros cinco padres que também moram na paróquia.
PublicidadeO padre Penido, como era conhecido, nasceu no município de Belo Vale, em Minas Gerais, em outubro de 1922. Desde pequeno sonhava em ser sacerdote e, durante a infância, brincava de fazer pregações das homilias que ouvia nas missas de domingo. Aos 11 anos, ingressou no Seminário Redentorista na cidade de Congonhas, no mesmo estado.
O religioso se mudou para o Rio de Janeiro em 1959 e passou a morar na Igreja de Santo Afonso. A primeira estadia durou oito anos e Penido foi estudar em Roma, na Itália, entre 1967 e 1969. Em 1975, ele retornou ao Rio e voltou a residir na paróquia onde morou até o fim de sua vida.
"Ele era muito querido pelos paroquianos que o consideravam um sacerdote de grande coração, solícito, gentil, humilde e carinhoso com as pessoas. Como dirigente espiritual à frente de diversas pastorais, orientava os fiéis com zelo e testemunho missionário, sempre à luz do carisma Redentorista", ressaltou a Arquidiocese do Rio.
Em 2022, ao completar 100 anos, padre Penido recebeu a bênção apostólica enviada pelo Papa Francisco e uma carta do Superior Geral Redentorista, padre Rogério Gomes, agradecendo pelos 83 anos de consagração religiosa e 78 anos de sacerdócio.
Penido ainda fundou o Museu do Escravo, na cidade do Belo Vale, com peças referentes à escravatura brasileira, luta e resistência dos povos africanos que foram escravizados no Brasil ao longo de 358 anos.
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