Publicado 22/01/2026 17:08
Rio - Alexandre Padilha visitou, nesta quinta-feira (22), institutos e unidades federais no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde participou da inauguração do Centro de Atenção em Ortobiológicos, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), e da implantação da cirurgia robótica e das novas instalações da pediatria oncológica no Instituto Nacional de Câncer (Inca).
PublicidadePadilha ainda visitou o Hospital Federal de Bonsucesso e o Instituto Nacional de Cardiologia. Neste, ele compareceu na inauguração do Serviço de Sequenciamento Genético, do Centro de Telessaúde e do Observatório de Saúde Cardiovascular, além da reabertura de leitos de enfermaria.
"São mais leitos abertos, mais salas cirúrgicas funcionando e mais pessoas sendo operadas e acompanhadas com dignidade. No Rio de Janeiro, estamos retomando estruturas que ficaram represadas por anos e recolocando a rede federal como referência para o Brasil", afirmou o ministro.
As ações fazem parte do Agora Tem Especialistas e do Plano de Requalificação dos Institutos Federais. Esses programas têm o objetivo de recuperar a capacidade assistencial da rede federal, com reabertura de leitos, ampliação de equipes, modernização da infraestrutura e incorporação de novas tecnologias, com impacto direto na oferta de consultas, exames e cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para isso, o Ministério da Saúde firmou acordo de cooperação com a Fiocruz, que permitirá a contratação de 2.059 profissionais para os institutos federais. Ao todo, os investimentos do programa Agora Tem Especialistas nos institutos e hospitais federais no Rio de Janeiro somam R$ 170 milhões.
"Com a parceria com a Fiocruz, vamos contratar 2.059 profissionais e garantir que os institutos federais voltem a operar com equipes completas, serviços reativados e atendimento em escala. São ações concretas que somam R$ 170 milhões de investimentos e reposicionam a rede federal como um eixo estratégico do SUS no estado do Rio de Janeiro", acrescentou Padilha.
Into
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia registrou crescimento de 2% na produção cirúrgica e 5% nos atendimentos ambulatoriais no último trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.
Nesta quinta-feira, foi inaugurado o Centro de Atenção em Ortobiológicos, recebendo 200 novos profissionais. Está prevista ainda a reabertura de 40 leitos de enfermaria e cinco salas cirúrgicas.
Inca
Para 2026, está prevista a contratação de 784 novos profissionais, além da reabertura de 30 leitos de enfermaria, oito leitos de unidade pós-operatória e cinco salas cirúrgicas, o que permitirá ampliar consultas, exames, internações e procedimentos cirúrgicos.
INC
No Instituto Nacional de Cardiologia, o destaque é a inauguração do Serviço de Sequenciamento Genético para Diagnóstico de Doenças Raras no SUS, com investimento de aproximadamente R$ 25 milhões e capacidade para realizar até 20 mil exames.
A unidade também passa a contar com nova sala híbrida, destinada a procedimentos de alta complexidade, como implantes de próteses valvares, com investimento de R$ 4,7 milhões, além da implantação do Centro de Telessaúde e do Observatório de Saúde Cardiovascular.
"O que estamos entregando aqui é o SUS do presente e do futuro: cirurgia robótica no Inca, sequenciamento genético no INC com capacidade para até 20 mil exames, ortobiológicos no Into e a reconstrução acelerada do Hospital Federal de Bonsucesso. É investimento com resultado direto na vida das pessoas — mais acesso, mais tecnologia e mais qualidade no cuidado", ressaltou Padilha.
Hospital Federal de Bonsucesso
Desde 2024, foram contratados 2 mil novos profissionais, inaugurados 218 leitos e realizados R$ 30 milhões em investimentos em equipamentos.
Para 2026, estão previstos novos aportes de R$ 31,7 milhões, voltados à modernização da estrutura e à ampliação da capacidade assistencial, com impacto direto na oferta de leitos, cirurgias, consultas e exames. A unidade também passa a integrar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS e ampliará de forma contínua sua produção assistencial.
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