Publicado 27/01/2026 08:27
Rio - A Polícia Civil realiza, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para combater o comércio clandestino de tirzepatida, usado para emagrecimento. A ação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos bairros de Campo Grande e Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Até o momento, um casal foi preso e diversos medicamentos apreendidos.
PublicidadeSegundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após um filho denunciar que a mãe havia passado mal ao ter utilizado essa substância na clínica de Campo Grande. Outras pessoas também relataram que fizeram o uso do remédio sem saber que não podiam.
De acordo com as investigações da Civil, profissionais da área estética ofereciam, de forma ilegal, os medicamentos à base de tirzepatida, um princípio ativo indicado para tratamento de diabetes.
O delegado da Decon, Wellington Vieira, informou que os envolvidos se comunicavam entre si e atuavam em clínicas estéticas de Campo Grande e Nova Iguaçu. Com a apreensão de celulares e computadores, a polícia deve identificar outros participantes e possíveis vendedores.
"As clínicas de estética conseguem esse material, de alguma forma, muitas das vezes contrabandeado de outros países, como o Paraguai", disse o delegado.
De acordo com a corporação, a comercialização acontecia sem qualquer autorização ou controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), colocando em risco a saúde dos consumidores.
No Brasil, o único medicamento com o princípio ativo tirzepatida autorizado pela Anvisa é o Mounjaro. Ele recebeu aprovação em 2023 para diabetes tipo 2 e, em 2025, teve sua indicação ampliada para tratamento de sobrepeso e obesidade, além de apneia do sono.
"O mercado clandestino de tizerpatida está muito difundido no nosso país. A gente estima, que no Brasil inteiro, circula aproximadamente sete bilhões de reais", comentou o delegado Wellington Vieira.
Essa é a terceira fase da "Operação Estética Segura", deflagrada por policiais da Decon.
*Reportagem de Rodrigo Bresani, com supervisão de Adriano Araújo. Colaborou Érica Martin
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