José Neto foi preso em Niterói pela morte de José Vianna (detalhe)Divulgação/Polícia Civil
Publicado 31/01/2026 15:47
Rio - Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) prenderam, neste sábado (31), José Gomes da Rocha Neto, quinto envolvido no assassinato do policial civil José Carlos Queiroz Vianna, ocorrido em outubro do ano passado, em Niterói. Ele foi detido na Ilha do Governador, Zona Norte, após trabalho contínuo de investigação.
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Policial civil Carlos José Queiroz Viana foi morto em Niterói - Divulgação
Policial civil Carlos José Queiroz Viana foi morto em NiteróiDivulgação
As apurações da especializada apontam que o homem teve papel direto no planejamento do homicídio. Ele recebia prestações de contas sobre o monitoramento da vítima, realizado por meses até o crime, além de informações detalhadas sobre a execução e a queima do veículo usado no ataque ao agente.

Com ele, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia. O preso possui anotações criminais por organização criminosa, homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. Ele também é investigado por integrar o grupo de segurança do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.

Esta é a quinta prisão relacionada ao caso. As investigações continuam para esclarecimento de todas as circunstâncias do homicídio.
Quem são os presos
No dia do crime, a Polícia Civil também prendeu dois policiais militares e um outro homem. São eles: cabo Fábio de Oliveira Ramos, lotado no 3º BPM (Méier); Felipe Ramos Noronha, cabo do 15º BPM (Duque de Caxias), e Mayck Junior Pfister Pedro.
As investigações identificaram que os cabos contaram com o apoio de um batedor para realizar o crime. Um mês depois, Dênis da Silva Costa acabou detido pelo crime em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.O homem já tinha anotações criminais anteriores por porte ilegal de arma.
A DHNSGI descobriu que Dênis foi um dos responsáveis pelo clonagem do carro usado no crime, que acabou sendo queimado em Duque de Caxias.
Vítima era monitorada
Os agentes apuraram que o policial civil teve a rotina monitorada desde, pelo menos, o início do mês de setembro. As investigações também revelaram que duas das pistolas apreendidas com o os cabos da PM e Mayck foram usadas nas mortes do dono de uma tabacaria no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, e do proprietário de um bar, em Vila Isabel, Zona Norte.
O policial civil foi morto a tiros na manhã de 6 de outubro, quando jogava o lixo na porta de casa, na Rua Raul Corrêa de Araújo. José Carlos era lotado na 29ª DP (Madureira) e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local. 
 
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