Cortejo de Iemanjá na Praia do Arpoador, Zona Sul do Rio, na tarde desta segunda-feira (2)Érica Martin/Agência O Dia
Publicado 02/02/2026 20:01 | Atualizado 02/02/2026 20:13
Rio - Celebrado todo dia 2 de fevereiro, o Dia de Iemanjá reuniu uma multidão de devotos na Praia do Arpoador, Zona Sul do Rio, na tarde desta segunda-feira (2). O local recebeu uma série de atividades para marcar a data, com manifestações de fé, ações sociais e iniciativas de sustentabilidade voltadas para a preservação da praia.
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O evento 'Dia de Iemanjá do Arpoador' chegou à quarta edição, mas foi realizado pela primeira vez com o título de Patrimônio Cultural Imaterial, reconhecimento concedido pela Prefeitura do Rio no mês passado, e passou a integrar oficialmente o calendário da cidade. A programação contou com 21 atrações artísticas e religiosas, além de uma feira gastronômica. Segundo os organizadores, cerca de 30 mil pessoas passaram pelo local ao longo do dia.
As celebrações à Rainha do Mar começaram às 10h, quando uma roda de ritmos e danças do Candomblé abriu o dia com o grupo Orin Dudu, no Largo Millôr, ao lado das Pedras do Arpoador. Às 15h, aconteceu a concentração do cortejo aos pés da estátua do Tom Jobim, que saiu às 16h com as oferendas para Iemanjá, liderado por representantes das casas de umbanda e candomblé de origens centenárias, com cerca de 300 artistas de grupos de jongo e samba e Afoxés Filhas de Gandhy e OreLalai.
Em seguida, foi aberta uma Roda de Tambor ao lado da Pedra do Arpoador, com pontos de candomblé cantados pelo Mestre Ogan Cotoquinho e pelo Pai Dário Onixêgun. Logo depois, houve roda de Jongo com os quilombos do Jongo do Vale do Café e Companhia de Aruanda do Morro da Serrinha. 
A festa estreou em 2023, quando era esperado um público de mil pessoas. Entretanto, a celebração reuniu mais de 10 mil pessoas, que ficaram aglomeradas na pedra, no calçadão e nas areias do Arpoador para homenagear Iemanjá. Em 2025, na sua terceira edição, o evento bateu todos os recordes e reuniu cerca de 25 mil participantes ao longo do dia. Para este ano, a expectativa é de que o público chegue a 30 mil.
Iemanjá
Odoyá, popularmente conhecida no Brasil, como Iemanjá, é a orixá da religião Yorubá que significa "Rainha das águas, mares e oceanos". Ela se tornou uma figura forte na cultura brasileira, especialmente nas religiões afro-brasileiras, como o Candomblé e Umbanda, símbolo de força feminina, proteção e generosidade e é considerada a mãe dos orixás.

No Brasil, Iemanjá foi associada a figuras católicas, como Nossa Senhora da Imaculada Conceição e Nossa Senhora dos Navegantes, por conta do sincretismo religioso, em que escravizados associavam orixás a santos católicos para poderem continuar professando sua fé e fugir de perseguições religiosas.

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