Publicado 03/02/2026 19:03
A política de restrição de passageiros no Aeroporto Santos Dumont (SDU) será mantida pelo governo federal, de acordo com o prefeito Eduardo Paes. O anúncio sobre a manutenção da diretriz de integração dos dois principais aeroportos foi feito nesta terça-feira (3) pelo prefeito após agenda no Palácio do Planalto. O ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, divulgou o encontro em seu perfil na rede social X.
Na foto, o prefeito e o ministro estão ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
PublicidadeNa foto, o prefeito e o ministro estão ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde outubro de 2023, regras preveem a redistribuição de voos e o uso coordenado dos terminais com o objetivo de fortalecer o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antônio Carlos Jobim e garantir a complementaridade dos serviços com o Santos Dumont.
A possibilidade de flexibilização gradual das restrições operacionais no SDU vinha sendo criticada por Paes nos últimos meses. O entendimento é de que a medida poderia comprometer o processo de recuperação do Galeão.
Em dezembro, ele declarou que "forças ocultas" buscavam alterar, por intermédio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a política de restrição de voos no SDU. As declarações foram repudiadas pela Anac, que negou qualquer atuação "às escuras" ou a existência de "forças ocultas".
Em nota divulgada nesta terça-feira, 3, o prefeito do Rio disse ter enfatizado que "os números não mentem" ao se referir à importância da restrição de passageiros no aeroporto na área central da cidade.
"As medidas tomadas pelo presidente Lula no início de seu mandato permitiram a recuperação do aeroporto do Galeão, aumentando o número de turistas e negócios para o Estado do Rio "
O Galeão bateu recorde de passageiros em 2025: foram 17,8 milhões de viajantes, crescimento de 125% em relação a 2023. No dia 30 de março haverá um leilão de venda assistida envolvendo o aeroporto. O edital, com o contrato repactuado, prevê a realização de um processo competitivo simplificado, com lance mínimo de R$ 932 milhões pela operação sob novos parâmetros.
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