Mala com R$ 429 mil em espécie foi jogado do 30º andar do apartamentoDivulgação/PF
Publicado 11/02/2026 09:47 | Atualizado 11/02/2026 13:27
Rio - A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da "Operação Barco de Papel", que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da RioPrevidência. Durante as buscas em um imóvel em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no Sul do país, um ocupante jogou pela janela do 30º andar uma mala com R$ 429 mil em espécie.

No local, o suspeito teve o celular apreendido. Além do montante recuperado, os policiais apreenderam dois veículos de luxo, mais um smartphone e diversos documentos. O objetivo da ação é localizar e recuperar os bens, valores e objetos retirados da casa principal alvo da operação, Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, realizada em 23 de janeiro.
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Segundo a PRF, ao todo, os agentes cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

A operação, que contou com apoio de equipes da Delegacia de Polícia Federal em Itajaí/SC, apura irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões na instituição financeira.
Prisão de ex-presidente
Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso no dia 3 de fevereiro quando passava com um carro alugado por Itatiaia, no Sul do estado do Rio. A ação contou com apoio da Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Deain) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ele é suspeito de participar de um esquema de operações financeiras irregulares envolvendo o patrimônio da autarquia, responsável pela gestão de aposentadorias e pensões de servidores do Estado do Rio, e o Banco Master, liquidado extrajudicialmente depois de uma investigação de fraude.
Durante as investigações, os agentes identificaram movimentações suspeitas de retirada de documentos do imóvel, manipulação de provas digitais, além da transferência de bens (dois veículos de luxo) para terceiros.



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