Lívia Lima Vieira da Silva, de 49 anos, morreu baleada em Manguariba, na Zona Oeste do RioReprodução/Redes sociais
Publicado 11/02/2026 16:22
Rio - Familiares e amigos de Lívia Lima Vieira da Silva, de 49 anos, morta durante uma guerra entre criminosos em Manguariba, na Zona Oeste, na manhã desta quarta-feira (11), ainda não conseguem acreditar na perda trágica. Em mensagens nas redes sociais, parentes definiram a vítima como uma mulher trabalhadora e guerreira.
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"Ela era uma mulher muito carismática e trabalhadora. Que Deus nos guarde e nos livre dessa guerra que não é nossa"; "Eu fico sem palavras para essa mulher guerreira, mãe, esposa, companheira, amiga para todos os momentos e irmã. Que Deus a receba de braços abertos!"; "A senhora não merecia isso, esse mundo tão cruel. Como vou na sua casinha sem você? Quem vai brincar comigo agora, me chamando de 'pequena'?", foram algumas das mensagens publicadas.

Durante o tiroteio que terminou na morte da moradora, o filho dela, Luan Vieira, de 23 anos, também acabou baleado no braço ao tentar socorrer a mãe. Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, mas Lívia já estava morta. Luan foi atingido no braço e seu estado de saúde é estável. Ainda não há informações sobre o sepultamento da moradora.

O crime aconteceu no Conjunto Habitacional Manguariba, em Paciência. Na mesma ocorrência, um homem, ainda não identificado, também morreu. Segundo informações iniciais, ele é conhecido por moradores como Kenguinha, seria trocador de van e teria ligação com a milícia. As circunstâncias ainda estão sendo investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

A região enfrenta uma disputa entre milicianos e traficantes, o que tem elevado a tensão e os episódios de violência. Segundo moradores, o clima é de medo constante, e muitos afirmam que não se sentem seguros nem dentro de casa.

Após o crime, agentes do 27º BPM (Santa Cruz) realizaram uma operação emergencial na região para tentar localizar os envolvidos e encontraram dois carros abandonados nas proximidades da Escola Municipal Leila Menezes. O policiamento foi reforçado na área.
 
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