Publicado 20/02/2026 19:16 | Atualizado 20/02/2026 21:32
Rio – Dos 61 dias de verão entre 2025 e 2026, até esta quinta-feira (19), 33 deles registraram o que especialistas chamam de estresse térmico, combinação de temperaturas acima dos 36ºC e umidade do ar em níveis elevados. Ou seja, mais da metade da estação mais quente do ano teve um calor mais severo para cariocas e turistas.
PublicidadeSegundo o Centro de Operações e Resiliência (COR), o Rio teve oito dias consecutivos com temperatura entre 36ºC e 40ºC, o que representa os níveis Calor 3 (sete dias) e Calor 2 (um), na medição de acordo com o protocolo da Prefeitura do Rio.
O panorama no último verão, a propósito, não foi muito diferente. Se o verão 2025/2026 registrou, até agora, 33 dias se estresse térmico, na estação de 2024/2025 foram 36 dias.
Tal semelhança entre os números dos dois períodos, dizem especialistas, não é coincidência: “Esse padrão é típico do verão no Rio. Temos altas temperaturas e umidade combinadas, gerando essa sensação maior de calor", explicou Raquel Franco, meteorologista-chefe do Sistema Alerta Rio, órgão de meteorologia da Prefeitura do Rio.
Esta sexta-feira (20), no entanto, veio o alívio. A passagem de uma frente fria pelo litoral do estado e a possibilidade de chuva fraca a moderada até segunda-feira (23) fizeram a cidade retornar ao nível de Calor 1, o que significa que os termômetros ficaram abaixo dos 36ºC.
Calor 4
Após o Calor 3, vem o 4, marcado por termômetros de 40°C a 44°C, com previsão de permanência ou aumento por, ao menos, três dias consecutivos.
Esse nível ainda não ocorreu neste verão, mas se fez presente no anterior. Entre 21 de dezembro de 2024 e 20 de março de 2025, o Rio teve quatro dias com mais de 40ºC.
Esse nível ainda não ocorreu neste verão, mas se fez presente no anterior. Entre 21 de dezembro de 2024 e 20 de março de 2025, o Rio teve quatro dias com mais de 40ºC.
Atendimentos aumentam
Com temperaturas mais elevadas, naturalmente, a procura por atendimento médico tende a aumentar. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), neste verão, mais de 13.500 pessoas deram entrada em unidades municipais com sintomas relacionados ao calor, como insolação, desidratação, problemas respiratórios e variações na pressão arterial.
Para evitar ocorrências mais graves em dias de estresse térmico, a Vigilância em Saúde monitora os indicadores: “O calor extremo exige um grande esforço do corpo para regular a temperatura, e logo vemos o reflexo disso nos atendimentos. Ao monitorarmos dados, conseguimos direcionar o cuidado e emitir alertas corretos, principalmente para proteger os grupos de risco e pacientes crônicos", acrescentou a superintendente do órgão, Gislani Mateus.
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