Fios de cobre, cabos, e máquinas caça-níqueis foram apreendidos durante operação no Cajueiro, em Madureira Divulgação
Publicado 25/02/2026 07:51
Rio - A Polícia Civil realiza, nesta quarta-feira (25), mais uma fase da "Operação Caminhos do Cobre" para combater uma organização criminosa interestadual envolvida com furto de cabos, receptação e lavagem de dinheiro. Ao todo, agentes buscam cumprir 22 mandados de busca e apreensão na comunidade do Cajueiro, em Madureira, na Zona Norte, e em outros bairros do Rio.
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Segundo investigações da 111ªDP (Sumidouro), o grupo movimentou mais de R$ 53 milhões, em menos de dois anos. Um dos objetivos da ação era localizar uma reciclagem clandestina no interior da comunidade, usada para "beneficiar" produtos de roubos e furtos de fios e cabos de concessionárias de energia e telefonia no estado. Até o momento, as equipes apreenderam cobres e máquinas de caça-níqueis.
Ainda nesta fase da operação, foi solicitado o sequestro de veículos e imóveis ligados ao grupo e o bloqueio de ativos financeiros, com o intuito de recuperar valores obtidos ilegalmente.

As investigações apontam também que o grupo se esconde em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho e movimentou mais de R$ 100 milhões.
Outra fase
Na última segunda-feira (23), agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) realizaram outra fase da operação contra um grupo que movimentou mais de R$ 400 milhões. Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais e Tocantins.
No estado fluminense, onde houve ações na capital fluminense e nos municípios de Nilópolis e Mesquita, na Baixada Fluminense, além de Itaguaí, na Região Metropolitana, os agentes prenderam dois criminosos e apreenderam 40 kg de cabos, 10 celulares e R$ 132 mil em espécie.
Entenda o esquema
Segundo a DRF, os furtos ocorrem, principalmente, durante a madrugada, onde caminhões são utilizados para arrancar cabos subterrâneos, enquanto motocicletas atuam como batedores para monitorar a movimentação policial e bloquear vias. Após a subtração, os bandidos transportam os materiais para pontos específicos, onde passam por fracionamentos. Em seguida, os itens são comercializados por meio de ferros-velhos e empresas de reciclagem, previamente vinculadas ao grupo.

Por fim, a parte financeira atua com a emissão de notas fiscais falsas, para conferir aparência de legalidade às transações. Os valores são fragmentados por meio de transferências bancárias em sequência, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.

"Operação Caminhos do Cobre"
Desde setembro de 2024, a DRF e outras delegacias da instituição, realizaram mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos, com cerca de 200 prisões de responsáveis pelos estabelecimentos nestas ações. Neste mesmo período, cerca de 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas pela especializada. Além do pedido de bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões.
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