A Mpox pode ser diagnosticada por meio de teste molecular ou sequenciamento genéticoDivulgação/Maurício Bazílio
Publicado 25/02/2026 19:08 | Atualizado 25/02/2026 20:06
Rio – O estado do Rio de Janeiro já teve confirmados 11 casos de Mpox em 2026 (até 24 de fevereiro), de um total de 51 notificações. Não houve registro de óbito em decorrência da infecção, causada pelo vírus de mesmo nome, que pode provocar sintomas como erupções na pele, inchaço nos gânglios e febre, dentre outros.
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Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Rio viu o número de casos confirmados cair 31% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 16 casos, e 88% na comparação aos 92 pacientes diagnosticados nos dois primeiros meses de 2024.
Em números gerais, 2025 teve 492 notificações, com 117 confirmações, enquanto 2024 registrou 1.057 casos notificados, dos quais 328 se confirmaram. Nenhum paciente morreu.
Diagnóstico, sintomas e tratamento
O vírus da Mpox pode ser transmitido, na maioria das vezes, por contato pessoal prolongado com lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada.
Objetos recentemente contaminados, como toalhas e roupas de cama, e gotículas em um contato mais próximo com a pessoa contaminada também são considerados vetores - transmissões por animais silvestres (roedores) infectados não são descartadas.
Diante de suspeitas, é preciso procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico se dá por teste molecular ou sequenciamento genético, ambos realizados em laboratório.
Os primeiro sinais e sintomas da Mpox podem surgir de três a 16 dias (ou até 21) a partir do momento do primeiro contato com o vírus.
Ainda de acordo com a SES, um dos principais sintomas da doença, as lesões na pele, podem variar de um paciente para outro. Isso porque as erupções costumam se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas também podem surgir em qualquer parte do corpo, inclusive na região genital.
O tratamento tem o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e evitar sequelas. Atualmente, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a  Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendam a vacinação em massa, por entenderem que o momento é de "controlar a disseminação de pessoa para pessoa, por meio da detecção e do diagnóstico precoce de casos, do isolamento e do rastreamento de contatos".
A maioria dos casos em território fluminense acontece na capital e apresenta sinais e sintomas leves a moderados. “Não há motivo para grande preocupação com a doença, desde que sejam tomados os cuidados básicos”, complementou Mário Sérgio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES.
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