Marílha Menezes Antunes, de 28 anos, morreu por complicações de uma hidrolipoenxertia no glúteoReprodução / Redes Sociais
Publicado 28/02/2026 18:20
Rio - O juízo da 1ª Vara Criminal da Capital realizou, na última sexta-feira (27), a primeira audiência de instrução do processo em que o médico José Emílio de Brito e a enfermeira Sabrina Rabetin Serri são acusados pela morte da técnica de segurança do trabalho Marílha Menezes Antunes, de 28 anos. A vítima  morreu em setembro do ano passado durante uma lipoaspiração realizada no Hospital Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou perfuração no rim e hemorragia interna. Os dois respondem por homicídio qualificado.
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A audiência de instrução foi conduzida pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza. O perito da Polícia Civil Taurion Ortiz foi a primeira testemunha ouvida. Ele contou que, no exame de necropsia, acabou sendo encontrado uma grande quantidade de sangue na cavidade abdominal da vítima.
Em seguida, foi ouvida a testemunha Liane Lopes Barbosa, que trabalhava na clínica onde foi realizado o procedimento cirúrgico. Ela disse que, quando entrou na sala de cirurgia, a vítima já estava em parada cardiorrespiratória.

A médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Flávia Herculian Capel afirmou que, ao chegar ao local, poucos minutos depois, constatou sinais de que a vítima já estava em óbito. Ela relatou que a equipe do réu realizava manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) havia mais de uma hora e meia. A médica foi a responsável por comunicar aos familiares que Marílha já se encontrava morta, pois o médico réu apresentava sinais de nervosismo.

Claudia Maria da Cunha Neves, integrante da Vigilância Sanitária, participou da vistoria realizada no local. Segundo ela, em inspeção anterior, foram identificados medicamentos vencidos e um desfibrilador antigo, sem a capacidade necessária para a realização das checagens de funcionamento antes e após os plantões médicos.

Silvânia Maria Dias Lopes, integrante da equipe do Samu, e Lilian da Silva Lima, técnica de enfermagem do Samu 2, também prestaram depoimento. Silvânia afirmou ter sido uma das últimas a chegar ao local e relatou que não permaneceu na sala em razão da superlotação do espaço.

Já Lilian declarou que, ao chegar, presenciou a atuação conjunta da equipe na tentativa de reanimar a vítima, integrando o revezamento nas manobras de reanimação.
A continuação da audiência foi designada para o dia 10 de abril, às 14h30.
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