Publicado 04/03/2026 15:12
Rio - O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha apresentou, nesta quarta-feira (4), inovações tecnológicas que estão sendo utilizadas especialmente para a proteção do litoral e atuação em desastres naturais. Entre os equipamentos expostos, estão drones, lançadores de foguete, mísseis de alta precisão, robôs, veículos blindados e embarcações.
PublicidadeOs drones foram uma das principais novidades apresentadas pela corporação. Adquiridas em dezembro, as aeronaves não tripuladas são capazes tanto de realizar reconhecimento de área quanto de atacar. Além disso, possuem capacidade de serem controladas por meio de inteligência artificial.
Comandante-geral do CFN, o almirante Carlos Chagas citou a criação da Escola de Drones, que começa ainda em março. Além de ensinar a pilotar, o curso ainda pretende passar conhecimentos a respeito dos equipamentos utilizados em diferentes conflitos internacionais.
"Estamos investindo da melhor forma possível nos drones. Ano passado, fizemos a ativação do primeiro esquadrão dos drones táticos de esclarecimento e ataque. Esse ano, estamos prevendo a inauguração da Escola de Drones. Não há nenhum conflito no mundo, hoje, que não trate de drones e temos avançado bastante nessa área. O caminho ainda é longo, tem muito a ser feito, mas tivemos a produção do drone 'kamikaze', a ativação do Esquadrão de Drones... Os drones são utilizados onde fazemos as operações", explicou o almirante.
O comandante-geral Carlos Chagas comentou que o Corpo de Fuzileiros Navais, prestes a completar 218 anos, passou por um processo de reestruturação. As inovações tiveram objetivo de acompanhar as modernizações dos cenários de defesa e aprimorar as respostas a desastres naturais.
"Não há dúvidas da importância de se investir em defesa. O Brasil, com o tamanho do seu território e as riquezas naturais que temos, não somos imunes a qualquer coisa que possa acontecer. A logística militar se assemelha muito a logística de respostas a desastres. É necessária uma grande mobilização, grande esforço… Ao mesmo tempo, o material que adquirimos para defesa, que é nossa razão de existir, também se presta para essas situações de desastres. A embarcação, por exemplo, consegue entrar em áreas alagadas, resgatar pessoas, levar mantimentos… Os carros anfíbios, construídos para guerras, foram utilizados no Rio Grande do Sul para levar mantimentos, resgatar pessoas", pontuou Chagas.
Outro ponto abordado pela reestruturação do CFN é a inclusão de mulheres no quadro da corporação. Em julho de 2024, a primeira turma mista do curso de formação de fuzileiros navais se formou com a participação de 114 alunas. O vice-almirante Marcelo Guimarães contou que, atualmente, 448 mulheres fazem parte da frota.
"As mulheres estão plenamente integradas, cada vez mais. Todas estão participando não só na infantaria - entrada inicial com a tropa -, mas também na operação de blindados, nas atividades de artilharia… Também estão realizando cursos, como no Pantanal, que exige uma adaptação e preparo físico muito grande. Também temos uma tenente que, ano passado, foi à COP 30 e passou 88 dias embarcada", ressaltou o Comandante do Pessoal de Fuzileiros Navais.
O concurso público para o Curso de Formação de Soldado Fuzileiro está com inscrições abertas até o dia 10 de abril e conta com 1680 vagas, entre homens e mulheres entre 18 e 22 anos. Os interessados podem consultar mais informações por meio do site do Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais.
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